Contentamento.

Se há uma palavra que pode definir esse casal, tal palavra é “CONTENTAMENTO”.

Há contentamento nas mínimas coisas. Minha cunhada é a noiva mais desapegada que eu já vi. Para ela tudo está bom, ela não entra em crise, não bate o pé… Ela celebra o recebimento de uma xícara com a mesma alegria que uma geladeira, não despreza nada nem ninguém.

Fui com ela à loja onde foi feito o vestido de noiva e fiquei pasma com a serenidade: “Gente, é só um vestido, calma que vai dar tudo certo”, era ela é quem tranquilizava as funcionárias da loja. O amor e respeito que ela demonstrou com as funcionárias fez com que elas se empenhassem ainda mais e fizessem até além das expectativas.

Com os dois olhos inchados, às vésperas do casamento, ela se ri até das “desgraças”: “Qualquer coisa uso uma franja emo”.

Na escolha do local pra viagem dos noivos: “Pri, o importante é sairmos, pode ser até em Lácio” (quem mora em Marília e região sabe que Lácio não é destino pra ninguém 😅😋)” mas, pela graça  de Deus eles não vão pra lá rs.

Meu irmão disse: “Pri, glorificar a Cristo no casamento não é ter um momento na cerimônia para declarar quem Ele é. Glorificar a Cristo é honra-lo nas pequenas coisas, ser grato, ser ponderado, não entrar em dívidas só pra ter ‘O CASAMENTO’, mas é fazer tudo discernindo a vontade de Deus”.

E, de fato, ao buscar o reino de Deus em primeiro lugar, as demais coisas são acrescentadas nos mínimos detalhes. O Senhor tem acrescentado, tudo o que eles não bateram o pé pra receber. Tudo o que eles abriram mão para não gastar além dos seus recursos, eles receberam como dádiva.

“DÁDIVA” é o que temos visto diariamente, minuto a minuto. Como disse meu irmão, tudo foi feito contando as moedas, mas, pela graça de Deus, as “moedas” não param de surgir! Sim, Deus é um Deus de Providência, Ele multiplica farinhas, azeites, pães e outros recursos para suprir o seu povo. Ele não desampara aqueles que voltam os seus olhos para Ele. Não há dúvidas disso!

Vivenciar esse momento é um aprendizado e tanto! De fato, o CONTENTAMENTO é uma bênção que o Senhor concede para aqueles que nEle descansam. Tenho aprendido muito nestes dias.  Que o Senhor os abençoe.

Soli Deo Gloria.

No Amor de Cristo.

Prisca Lessa.

Não desperdice sua solteirice!

imagesingle17Talvez você já tenha ouvido, ao menos uma dezena de vezes, que a solteirice é um dom de Deus para nós e que, portanto, não deve ser encarada como um fardo ou algo desagradável e sim, como uma bênção. Mas, nossa primeira reação ao ouvir isso, principalmente vindo de mulheres casadas, é pensar: “Ora, é fácil dizer isso, uma vez que você já se casou”. É muito bom ouvir conselhos de mulheres casadas que, assim como nós, já foram solteiras algum dia. Isso nos traz esperança. Mas é verdade também que ao receber incentivo de uma mulher solteira nos sentimos animadas e consoladas por saber que ela está enfrentando as mesmas lutas e desafios que nós. Sendo assim, aqui vão algumas palavras de uma solteira que, após muito “brigar” com Deus compreendeu que ser solteira não é estar no banco de espera, não é estar sobrando ou ser ignorada por Deus, mas é o alicerce de uma vida frutífera. Enquanto solteiras, nossa tendência é desprezar esse momento tão precioso e útil de nossas vidas. Acredite, esse tempo é mais útil do que você imagina.

Uma das melhores coisas que uma solteira pode fazer é conviver com mulheres casadas. Desde o ano passado tenho tido o privilégio de passar o domingo com algumas famílias da minha igreja e tem sido uma oportunidade de aprendizado sem igual. Um dos conselhos que mais ouço das mulheres casadas é: aproveite seu tempo de solteira.

Embora o casamento seja uma grande bênção e algo desejável, ele é um compromisso que exige total dedicação. Ao dizer “sim”, dizemos “não” a certos aspectos da nossa vida e, por isso, a solteirice, é o momento ideal para cumprirmos determinadas prioridades. Ao invés de passar dias, meses e anos sonhando acordada, esse é o momento propício para aprofundar sua vida devocional. Creio que uma das maiores bênçãos na vida de solteira é o tempo que temos com Deus: tempo pra orar, ler a Bíblia, estudar e crescer em profundidade. Após o casamento a demanda de tempo e atividades se torna cada vez maior, pois o lar requer nossa ação diária e constante e, por vezes, nosso tempo com Deus se torna restrito. Por isso, as sementes que você tem plantado hoje em sua vida devocional são fundamentais em sua jornada; elas darão bons frutos dos quais não somente você, mas seu marido e filhos também usufruirão. Se você não tem semeado um relacionamento profundo com Deus hoje, não espere se tornar uma esposa sábia num passe de mágica. O que você tem semeado nesse período de solteira é o que colherá em sua vida de casada.

A solteirice também é um tempo de investir em si mesma e aprofundar o relacionamento com sua família – aproveite, pois, futuramente, você sentirá muita falta deles – e amigos. Estude, trabalhe, faça cursos diversos, viaje, aprenda a cozinhar e a fazer coisas relacionadas ao lar. Já ouvi meninas solteiras afirmarem que não pretendem fazer faculdade, ou qualquer outro curso porque um dia vão se casar (!). Não faz sentido pensar assim, uma coisa não anula a outra e todas as sementes plantadas hoje serão úteis no futuro. Se você é solteira, viva como uma solteira, estude e trabalhe para a glória de Deus – até porque, você também não sabe o quanto tempo permanecerá nessa solteira e à medida que o tempo passa a vida vai exigindo de nós certa autonomia (não dá pra depender dos pais a vida toda).

Enquanto escrevo essas palavras, me lembro da parábola da cigarra e da formiga. Enquanto a cigarra passou o verão cantando, a formiga esteve trabalhando. Talvez, lá no fundo, ela gostaria de estar simplesmente cantando e “curtindo a vida” sem compromisso algum como a cigarra, mas ela era sensata; ela sabia que, cedo ou tarde, o inverno chegaria e ela precisava estar preparada. Então, ela se abasteceu, se preparou, sem desperdiçar um dia sequer. E, por fim, o que parecia desperdício de tempo, no momento certo trouxe seus frutos. O inverno chegou e a cigarra insensata não estava preparada para essa nova fase, mas a formiga sim. Essa pequena ilustração me faz refletir sobre os seguintes questionamentos: Como você tem encarado seu tempo de solteira? Quais têm sido suas prioridades? Deus nos preparou esse tempo precioso para que o desfrutemos da melhor forma. Aprenda a otimizá-lo, pois uma das bênçãos que a solteirice nos proporciona é o tempo. Saiba aproveitá-lo.

Há muitas solteiras ansiosas por se casar, mas as mesmas também dizem: “Não sei/Não gosto de cuidar de crianças”, “não sei/não gosto de cozinhar”, “não sei/não gosto de cuidar da casa”. Pois bem, se ainda não sabe, esse é o tempo de aprender, pois, uma vez casada essas atribuições serão parte de sua rotina. Por isso, invista seu tempo em coisas úteis para sua formação integral, não somente acadêmica, mas também doméstica. Por vezes, investimos quatro, cinco e até mais anos de nossas vidas nos preparando para exercer determinada profissão e negligenciamos a preparação para o matrimônio, precisamos ser sábias e aprender a remir o tempo. Deus é tão bom que nos concedeu os anos de nossa solteirice como preparo para exercer uma carreira para o resto de nossas vidas: ser esposa e mãe.  Agora é o melhor momento o melhor para nos prepararmos sem grandes pressões e cobranças.

Leia tudo o que puder e o quanto puder, conheça mais a si mesma, aprenda a cozinhar, a cuidar da casa, a costurar (nem que seja um botão), a passar roupas (e camisas sociais!), aprenda a lavar roupas na mão (afinal, nem tudo se resolve com máquina de lavar), aprenda a exercer o dom da hospitalidade, a ser cuidadosa, amável, dedicada; aprenda a dominar suas palavras. E se você tem dificuldades com a submissão, é tempo de começar a exercitá-la, cultive um espírito de mansidão.

“[…] seja, porém [o adorno da esposa], o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.” (I Pedro 3:4)

Há muito a ser trabalhado em nós e Deus, melhor do que ninguém o sabe e, por isso nos concede tempo útil para nos moldar e aperfeiçoar para Sua glória. Ao invés de listas intermináveis do que você espera em um marido, há itens suficientes para listar aquilo que você precisa aprender, bem como as qualidades e virtudes que precisa cultivar. Diante disso, o tempo de solteira até parece pouco, mas, não se desespere, pois Deus é tão bom que dá a cada uma de nós tempo suficiente. É claro que, por mais que nos preparemos agora, há coisas que só serão aprendidas depois de casadas, mas até lá, há muito trabalho a ser feito e não há tempo a perder.

Compreender que a solteirice é uma bênção de Deus para nós, produz um espírito de gratidão.

Sou grata a Deus pelos sábados quando posso me levantar tarde, pois sei que um dia, quando houver tarefas matinais e crianças lindas e agitadas, me acordando logo cedo, essa mordomia irá terminar.

Sou grata a Deus quando desfruto dos meus períodos de silêncio, leitura e meditação em minhas devocionais, pois sei que um dia outros sons farão parte das minhas manhãs e não terei tanto tempo disponível, mas essas palavras sobre as quais me debruço hoje estarão em meu coração e me fortalecerão.

Sou grata a Deus por ter um tempo para ler meus livros diariamente e o louvo, pois sei que um dia meus livros serão mais coloridos. Ao invés de Teologias Sistemáticas, passarei mais tempo lendo e me deliciando com histórias infantis.

Sou grata a Deus por poder dedicar mais tempo servindo à minha igreja, pois sei que um dia o Senhor me chamará para servi-lo me dedicando ao meu marido, filhos e lar e Ele será proporcionalmente glorificado nisso.  

Sou grata a Deus quando me sento para tomar meu café da manhã sem pressa, e igualmente grata quando me sento para escrever meus textos sem compromisso com o tempo.

Sou grata a Deus por ter minha mãe em casa e desfrutar do seu cuidado, que me permite viver minha solteirice sem grandes pressões e com quem posso aprender diariamente a ser uma esposa excelente.

Enfim, há muitas razões para ser grata a Deus hoje enquanto solteira; assim como haverá muitas outras para ser grata quando eu for esposa, dona de casa e mãe. Quando esse momento chegar, poderei louvar a Deus ao me recordar dos anos de minha juventude e dar graças porque me lembrei do Senhor em todos eles e me foram prazerosos (Ec 12.1). Por isso, lembre-se do seu Criador hoje enquanto você é solteira. Seja grata pelos pequenos vislumbres da graça Deus em seu dia a dia – como ter suas roupas lavadas e passadas sobre sua cama, encontrar uma refeição pronta à tua espera após chegar do trabalho ou da faculdade e poder, simplesmente, se “jogar” na cama sem maiores preocupações. Alegre-se, essas são dádivas do Senhor pra você no dia de hoje.

Por fim, quero deixar dois desafios, o primeiro é um desafio de gratidão: Pelo que você é grata a Deus sendo solteira? Compartilhe conosco e faça desse ato de gratidão um exercício diário.

A lista de coisas a fazer e aprender enquanto solteiras é grande e, por isso, eu quero de desafiar incentivar a fazer a sua própria lista de coisas que você deve a aprimorar: seja em questões espirituais, aperfeiçoamento de caráter, mudança de hábitos, novos aprendizados. Gaste um tempo para se autoanalisar. Muitas jovens fazem listas daquilo que esperam e desejam num homem, mas faça a lista daquilo que você almeja ser como mulher de Deus, e ore a Deus pedindo sabedoria e direção para que, com Sua graça, você alcance isso. Hoje é o tempo propício. Se você souber desfrutar de sua solteirice como a Bíblia ordena, cuidando em agradar ao Senhor, certamente, saberá desfrutar de sua vida de casada, pois a mulher que dedica sua solteirice em agradar ao Senhor (e não a si mesma), certamente agradará ao seu marido. Que o Senhor nos ajude a enxergar a graça que Ele nos tem concedido enquanto solteiras. Não desperdice sua solteirice, desfrute-a para a glória de Deus!

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

É preciso paciência. 

– Por favor… cativa-me! –  disse ela.

– Eu até gostaria – disse o principezinho –, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer .

– As gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

– Que é que preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe. 

– É preciso ser paciente – respondeu a raposa. 

(O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry)

Poesia Cristã: Bom dia, Amor.

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Não é porque não tenho um amor meu,

eternamente meu,

que vou sair por aí dizendo

que não acredito no Amor:

se o oceano não cabe num copo

a culpa não é do oceano,

mas do copo pequeno demais para contê-lo.

Como o Fiel repete o credo

diante do perseguidor,

lutando contra a realidade,

esperando contra a esperança,

com uma fé de criança

deixo que fale a saudade

na frase que sei de cor:

– Bom dia, Amor!

Se o céu é de quem crê,

eu acredito em você:

– Bom dia, Amor!

Sei que me chamam de tola,

sonhadora e inconsequente,

mas quem sabe da gente

é a gente,

não é, Amor?

Brinque comigo o destino

eu farei da dor um hino,

cada manhã repetindo:

– Bom dia, Amor!

(Myrtes Mathias)

Barrabás

Lucas 23:13-27

Em tempos em que tudo vira #somostodosalgumacoisa o título desse texto não poderia ser diferente.

O capítulo 23 de Lucas narra as últimas horas de Jesus e começa com o seu julgamento perante Pilatos. Os judeus haviam levado Jesus perante Pilatos, mas este não encontrando nele culpa, e na tentativa de evitar maior envolvimento no assunto, o enviou a Herodes que, por sua vez, fez pouco caso de Jesus e o enviou de volta a Pilatos.

Pilatos ficou entre a cruz e a espada, por um lado, ele sabia que as acusações apresentadas contra Jesus eram injustas e movidas por inveja, portanto, condená-lo seria compactuar com a injustiça. Por outro lado, os líderes judeus e a multidão estavam inflamados pelo ódio e inocentar Jesus poderia gerar algum tipo de rebelião. Diante disso, de forma perspicaz, Pilatos recorreu ao costume que ocorria durante a Páscoa, em que um prisioneiro era liberto como forma de favor político aos judeus. Assim, ele atenderia ao conselho de sua esposa, manteria sua consciência limpa não condenando um inocente, e não desgastaria as relações diplomáticas do Império com os judeus.

Nessa ocasião havia um prisioneiro de nome Barrabás condenado por crimes como perturbação da ordem pública, roubo e homicídio; um homem vil e de má fama.

De um lado um homem justo e inocente conhecido por suas boas obras, de outro um homem vil, conhecido por seus crimes bárbaros. A escolha era óbvia para Pilatos, mas não para a multidão. Cegos pelo ódio e movidos pelo seu próprio pecado e inimizade contra Deus, a multidão, que há pouco aclamava Jesus como seu Rei, escolheu Barrabás e clamou pela crucificação de Jesus: “Crucifica-o!” Jesus não apenas foi comparado a Barrabás, mas foi considerado pior que ele.

Confesso que por anos li essa passagem sem de fato compreendê-la. Minha reação era de indignação, eu estava sempre do lado das pessoas dignas, limpas e de boa índole presentes na multidão. Ao ler este texto sempre me vi como alguém melhor que Barrabás, alguém consciente da injustiça que Jesus sofreu e que olhava para Barrabás com um olhar de desprezo pensando: “como alguém como ele pode ter sido inocentado?” Até que um dia a pergunta se voltou para mim e me vi diante da seguinte questão: “como alguém como EU pode ter sido inocentada?”

Como não percebi antes?

O que aconteceu com Barrabás naquele momento foi exatamente o que aconteceu comigo. Há alguns anos, na ocasião da Páscoa, eu estava no corredor da morte pelos pecados que cometi, até que alguém disse: “liberte-a!” Eu não merecia, eu sabia que era culpada e merecia o castigo pela culpa, mas um inocente foi condenado para que eu fosse liberta e todos os pecados que me condenavam foram perdoados.

Barrabás já havia recebido sua sentença, de sua parte não havia nada que ele pudesse fazer para se salvar e certamente ninguém em sã consciência daria algo por ele. Mas Deus prova seu amor por nós pelo fato de Cristo ter morrido em nosso lugar quando ainda éramos Barrabás (Rm 5:8). Essa é uma grande verdade do evangelho, Cristo não veio para os sãos – os sãos não precisam de médico – mas para os doentes (Mt 9:12). Barrabás era um doente, seu estado era terminal, seus crimes não eram nada comparados ao estado da sua alma. A multidão e os líderes religiosos representavam todos aqueles que se achavam justos demais, melhores que Barrabás, era onde eu me encontrava antes de perceber que eu era como Barrabás.

Somente os necessitados de graça podem receber a salvação, pois o Reino dos céus é para aqueles que não o merecem, mas que, pela graça de Deus em Cristo Jesus, foram justificados e agora são convidados a fazer parte da mesa do Senhor.

Eu sempre tive em mente a ideia de um Barrabás se vangloriando por ter sido solto, mas, refletindo profundamente nesta passagem, creio que Barrabás – embora a Bíblia não relate isso – pode ter entendido melhor que muitos que se dizem cristãos, o que é graça e o real sentido da Páscoa. Ele sabia que ele era digno da sua sentença, mas ali naquele momento teve o privilégio de ver o propósito da missão de Jesus: salvar pecadores por meio de sua morte substitutiva.

É interessante notar que embora a multidão estivesse furiosa e sedenta intentando o mal contra Jesus, no plano eterno de Deus, ela estava cumprindo o Seu propósito eterno ao condenar a Cristo (cf. Is 53:10, Atos 2:23).

Para que Barrabás fosse livre Jesus foi condenado e porque Jesus foi condenado Barrabás foi liberto; ele, que já estava no corredor da morte, recebeu a chance de uma nova vida.

 A condenação de Jesus e a liberdade de Barrabás são um prenúncio da cruz, onde o inocente morre como culpado e o culpado é perdoado sem mérito algum.

“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (I Pe 3:18)

Diante de Pilatos e da multidão, Deus mostrou ao mundo o que estava fazendo, Cristo veio libertar os cativos, Ele deu a vida pela nossa liberdade.

Barrabás representa cada um de nós, pecadores indignos. Se você sente que é como Barrabás, alguém digno de condenação e morte, mas reconhece que só pode ser liberto e perdoado através de um ato de graça, saiba que essa graça está disponível em Cristo Jesus. Cristo morreu para libertar você, Barrabás; Ele veio por mim e por você.

“Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal” (I Tm 1:16) 

 Esse texto me faz pensar em como os propósitos de Deus são INFALÍVEIS. Na tentativa de humilhar Jesus, seus inimigos só testemunharam ainda mais que ele era, de fato, o Messias. Ao clamar a plenos pulmões: Solte Barrabás eles contribuíram com o propósito para o qual o Filho de Deus veio ao mundo: Libertar homens como Barrabás, eu e você. Diante de tão grande verdade, o que nos resta, nos humilhar diante da sublime graça e misericórdia de Deus? Nada me vem á mente, senão as benditas palavras de Charles Spurgeon:

“Nada trago em minhas mãos, somente à Tua cruz me agarro; Venho nu a Ti, para vestir-me; Indefeso, busco a graça em Ti! Sujo, eu corro até a Tua fonte; Lava-me, Salvador, ou morro!”

Essa é a nossa condição; sem a graça de Deus estamos nus, sujos. Ai de nós se não fosse à cruz do Senhor! Graças a Deus por Cristo Jesus que nos substituiu e nos salvou. A doce Páscoa a qual celebramos teve gosto amargo para o Senhor. Que nesses dias, possamos refletir nisso.

Apeguemo-nos à cruz, pois, somos todos Barrabás*.

 

* pecadores

Soli Deo Gloria.

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa.

Poesia Cristã: Como Ninguém Me Conheces.

Poesia cantada de Eduardo Mano: músico cristão excepcional de letras profundas e melodias muito bem tocadas <3. Vale a pena conhecer as canções dele.

Tu que controlas os ventos e os mares
Contens o furor da pior tempestade
comandas o sol e o calor que fornece
Como ninguém me conheces

Sondas e vês pensamentos tão tolos
Palavras tão feias e desalinhadas
Tu que és a fonte de toda a beleza
Habitas em meio à pobreza

Meu coração não é digno de Ti
Mas aqui viestes morar
Só por graça algo assim pode ser
Alguém morto tornar a viver

Tu que concedes conforto ao aflito
Dás força ao cansado e alívio ao contrito
tu que me amaste e a vida me deste
Como ninguém me conheces

(Eduardo Mano)

Vestidas para a Glória de Deus.

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Comprar roupas nunca foi uma tarefa fácil pra mim, mas nos últimos tempos, tem se tornado ainda mais difícil porque praticamente todas as peças sugerem uma superexposição do corpo. Ou a peça é muito curta, ou muito justa, ou mostra a barriga, ou mostra as costas, ou mostra o colo OU mostra tudo isso junto! Tratando-se de mulheres cristãs, mesmo uma simples atividade como comprar roupas, requer sabedoria, pois o nosso modo de vestir deve glorificar a Cristo, revelando sua beleza, santidade e pureza. Não poucas vezes, a Bíblia nos dá orientações claras de como devemos nos vestir para a glória de Deus:

“Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso” (I Tm 2:9)

Mesmo diante da imoralidade do mundo, nosso padrão de decência, modéstia e bom senso deve ser sempre a Palavra de Deus. O fato de certas roupas não serem tão curtas ou justas quanto o que se vê por aí, não faz delas modestas e decentes; nossa avaliação deve estar baseada na Bíblia e não na cultura. Não bastasse o apelo à sensualidade na maioria das roupas hoje, há ainda outro fator ao qual devemos estar atentas: a negação da feminilidade. Há algum tempo os conceitos de feminino e masculino têm sido modificados. A sociedade caminha a passos largos para a construção de um mundo sem gêneros. Isso se reflete nas mais diversas esferas da vida, inclusive na moda. Uma vez que o mundo compreende que homens podem ser mulheres, e vice-versa, as diferenciações de gênero estão sendo removidas, inclusive das roupas. Tem se tornado cada vez mais comum ver homens usando camisetas tão longas que parecem vestidos, bem como outras peças justas, decotadas, floridas, com cortes e detalhes femininos. Tais roupas transmitem uma mensagem e, por vezes deixam dúvidas acerca da sexualidade masculina. Em contrapartida, as roupas femininas estão cada vez mais masculinas, retas, padronizadas e sem quaisquer traços de feminilidade. Ao passo que as roupas masculinas vão se feminizando as femininas vão se masculinizando e com o passar do tempo (e esse tempo já começou!) a tendência é que haja um padrão único para homens e mulheres. Embora a sociedade veja isso como um progresso, tal atitude é claramente condenada pelas Escrituras:

“A mulher não usará roupas de homem, e o homem não usará roupas de mulher, pois o Senhor, o seu Deus, tem aversão por todo aquele que assim procede”. (Dt 22:5)

Homens deve se vestir como homens e mulheres como mulheres. A Bíblia não se cala sobre esse fato e as razões para isso devem ser seriamente consideradas. Ainda que a sociedade diga que “roupas não possuem gêneros”, a Palavra de Deus nos mostra que existe um padrão de vestimentas para mulheres e um para homens e isso não deve ser mudado nem invertido. No entanto, o padrão de vestuário masculino e feminino vem sendo desconstruído e substituído pelo padrão “sem gênero” (ing. genderless), “agênero” ou “unissex”. Atualmente já existem marcas e lojas com conceito unissex. Em lojas populares de rua e de shoppings já encontramos tal conceito, ainda que ele não esteja estampado. Tudo é muito sutil. A ideia é simpática e por isso, sedutora, ela é apresentada com leveza, conforto, liberdade, mas é preciso compreender o que está por detrás:

O mercado de moda tem protagonizado cada vez mais lançamentos e coleções chamadas “agênero”, que fazem parecer obsoletos os limites do que é “de homem” e o que é “de mulher” (Carolina Samorano)

O mercado de moda encabeça agora um movimento que vem ganhando força na sociedade, especialmente no último ano: os limites de gênero, que definem o que é “de mulher” e o que é “de homem”, estão caindo por terra. Nos bastidores, nas revistas, nas salas de aula, o que se discute é sobre a onda de roupas unissex que têm dominado passarelas mesmo de grandes marcas, como a Gucci. São mulheres vestindo calças largas e camisas ou camisetas. E homens também. São homens desfilando com vestes compridas, como vestidos. E mulheres também. (Carolina Samorano)

Segundo Márcio Banfi – coordenador do curso de moda da Faculdade Santa Marcelinha em São Paulo, a ideia “é fazer com que homens e mulheres vistam as mesmas roupas sem que se sintam femininos ou masculinos demais por isso. A mensagem é outra: pode tudo e tudo é normal.”

À medida que somos expostos por meio das mídias a essa nova mentalidade, aquilo para o qual antes torcíamos o nariz, vai se tornando aceitável e até agradável. Embora a moda em si não seja algo ruim, precisamos estar cientes de que ela carrega conceitos, ideologias, valores (ou a falta deles). Não há pecado em “estar na moda”, desde que isso não se torne um ídolo. O grande problema é quando deixamos de lado nossos valores e princípios  para nos adequarmos. Como tudo na vida, precisamos saber avaliar e usar aquilo que convém. Como diz o texto de I Tessalonicenses [embora tratando-se se outro contexto], devemos examinar todas as coisas e reter o que é bom. O Senhor nos dotou com algo maravilhoso chamado criatividade, não precisamos usar tudo o que a moda dita, mas podemos aproveitar o que ela tem de bom para nos oferecer e ainda aperfeiçoá-la em nosso benefício. Devemos ser criadores de cultura e não reféns dela. Não há pecado em usar tais peças, desde que saibamos como usar, de modo que nossa feminilidade não seja confundida. Deus nos fez mulheres para a Sua glória, Ele desenhou nossas formas femininas e negar isso, seja em ações ou vestimentas, é desonrá-Lo. Com toda a modéstia devemos refletir a glória de Deus em nossas vidas através de um vestir santo que não exponha o corpo, mas também que não deixe dúvidas acerca da nossa sexualidade.

Não é a roupa que define a sua feminilidade, mas sua feminilidade deve definir suas roupas.

Isso quer dizer que (só) devemos usar vestidos floridos e salto e laços e bolinhas? Creio que não, até porque esse é muito mais um conceito cultural do que um padrão bíblico. Nem todas as culturas dispõem de tais peças [imagine se uma cristã esquimó tivesse que obrigatoriamente vestir esse padrão!] e nem todas as mulheres gostam e sentem-se confortáveis com essas roupas. Embora eu, particularmente, goste, estilo é algo muito pessoal, não tem a ver com um padrão geral e imposto e sim com o nosso jeito, nossa personalidade, vivências, cultura e etc. Em seu livro Feminilidade Radical,  Carolyn McCulley escreve:

“A feminilidade bíblica não é um molde de tamanho único. Não tem a ver com certo modo de se vestir, filmes da Jane Austen, chás, vozes quietas e estampas floridas… ou qualquer estereótipo que você esteja imaginando agora. Viver de acordo com os princípios bíblicos hoje requer que as mulheres sejam ousadas o suficiente para permanecer contra as filosofias e fortalezas que buscam destruir a Palavra de Deus e sua autoridade.”

Acho muito pertinente a colocação da autora. Deus criou cada mulher de forma singular, Deus não nos vê como máquinas criadas em série, mas como pessoas com mentalidades, gostos, corpos e experiências diferentes. A Bíblia não nos dá um padrão detalhado do que a mulher pode ou não pode vestir, Deus nos deixou livres – dentro daquilo que convém a mulheres cristãs piedosas – para desenvolver a criatividade em nosso modo de vestir. Logo, ser feminina não implica em usar apenas um certo tipo de roupa. Mais do que um pedaço de pano, o que expressa a nossa feminilidade é a essência que Deus colocou em cada uma de nós e nós não  só podemos como devemos expressar isso das mais diversas formas, afinal, nosso Deus é um ser Criativo! A nossa liberdade deve estar condicionada ao que Deus disse por meio das palavras do apóstolo Paulo:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. (I Co 6:12)

Outro texto a ser considerado no que se refere ao nosso padrão de vestimentas se encontra em Provérbios 31:25 onde a mãe do rei Lamuel diz que a mulher virtuosa se veste de dignidade. Independente do gosto a dignidade deve ser um padrão presente em tudo aquilo que vestimos.

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,” (Ef. 4:1)

“A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;” (Cl. 1:10)

Não devemos buscar agradar aos padrões deste mundo e nem a nós mesmas, mas ao Senhor que nos chamou. Deus não nos chamou para sermos fiéis à tendências ou modismos, mas à Sua Palavra. Assim, devemos escolher com sabedoria o que vestir, de modo a viver segundo o nosso chamado, a saber, sermos filhas de Deus.

Ainda que o discurso do mundo seja “pode tudo e tudo é normal.” Nos apeguemos às Escrituras que nos diz:

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2)  

Jesus se despiu de sua glória para que nós fôssemos revestidas de glória, nada exceto aquilo que o glorifique deve ser vestido por nós.

Um critério a ser usado por nós cristãs nesse mundo de depravação moral e “anti gêneros” é:

Nunca use uma roupa que possa deixar dúvidas acerca da sua sexualidade (isso vale para homens e mulheres). Ao vestir-se, pare um momento e pense: Essa roupa honra a Deus e reflete minha feminilidade conforme os Seus padrões? Se sim, vá em paz, mas, senão, repense antes de sair de casa.

Vale salientar que é possível ser feminina sem expor o corpo e que vestir-se com modéstia não significa seguir um único padrão, nem usar uma burca ou ser “brega”. Há diversos exemplos de mulheres modestas, bem vestidas e antenadas. Em especial, quero compartilhar um vídeo do blog “Girl Defined” que dá várias ideias legais de como conciliar moda e modéstia ❤

Uma amiga minha está cursando o último ano de moda e, infelizmente, para a maioria dos crentes, essa pode ser uma vocação que não traz nenhum benefício para o Reino de Deus. Mas diante de tudo isso que escrevi, é evidente que nós PRECISAMOS de bons estilistas cristãos.

Como um estilista pode criar roupas para a glória de Deus? É possível produzir roupas que vão além do clichê da etiqueta com uma frase ou versículo?

É possível sim! Fazendo roupas que não seguem os padrões pecaminosos deste mundo, roupas boas e de qualidade, vendidas a um preço justo, respeitando os princípios cristãos, valorizando o corpo da mulher – ou do homem – sem desrespeitá-lo e levando em conta as diferenças dos gêneros. Imagine se tivermos estilistas cristãos influentes na moda, ajudando a transformar a cultura sem ser caretas? Estilistas que não coloquem mulheres na passarela vestidas como homens nem como prostitutas. Deus foi o primeiro estilista, ele se preocupou em fazer roupas para Adão e Eva e se preocupa com o que vestimos, portanto, ser estilista não é menos cristão, muito pelo contrário, é necessário que sirvamos a Deus nas mais diversas esferas da cultura. Cristãos devem servir à cultura da melhor forma possível com o dom que Deus lhes deu, ao invés de engolir tudo o que nos é apresentado, pensemos e repensemos nossos conceitos. Que sejamos mulheres criteriosas em nossas escolhas e que o nosso critério seja sempre a Escritura.

Quero concluir indicando um livro excelente que li há algum tempo “O Deus estilista”, segue uma breve descrição que fiz dele:

Ouvimos falar muito sobre modéstia cristã, mas nem sempre o sentido do termo é claro. Qual o princípio que rege a modéstia cristã? Nesse livro o autor faz uma abordagem bíblica do termo, explica como aplicá- lo e ainda traz uma perspectiva histórica sobre a evolução (?) da moda. Fica o questionamento de como a visão secular tem influenciado nossa forma de ser e vestir. Numa sociedade que cultua a nudez, a super exposição do corpo e da intimidade, vale a pena refletir sobre o propósito para o qual Deus, o primeiro estilista, criou as vestimentas (cf. Gn 3:21); ninguém melhor do que Ele para nos dar a medida certa de todas as coisas👗👖. Uma leitura que vale a pena! O e-book está disponível em alguns sites (só jogar no Google que aparece de primeira)[1] . O livro é tão pequeno que dá pra ler ele todinho em uma sentada 😉 “Nossas vestes devem fazer a mesma confissão que nossos lábios fazem”. (Jeff Pollard)

A modéstia cristã em nosso tempo vai além de não usar roupas que não exponham o nosso corpo, ela também tem a ver com vestir-se levando em conta as distinções de gênero. Não obstante, a modéstia não está limitada a um único padrão, ela abrange os mais diversos gostos, cores, formas e culturas e devemos usar isso ao nosso favor e para glorificar ao nosso Deus. Que sejamos mulheres caprichosas em nosso vestir seja em tons pastéis ou fortes, de vestido ou calças, de salto alto, all star ou de bota country. Que o Senhor nos encha de sabedoria e criatividade!

No amor de Cristo,

Prisca Lessa

[1] Tentei achar o link pra download, mas não consegui encontrar o livro completo, talvez vocês tenham mais sucesso, caso não, poso enviar por email, pois, infelizmente, o livro não é mais publicado.