Jonathan & Sarah Edwards.

Ultimamente, tenho buscado conhecer um pouco da vida doméstica de alguns homens e mulheres de Deus que fazem parte da nossa história e aprendido como as elas desempenharam seu papel de auxiliadora. Quero compartilhar com vocês algumas delas

Sarah Pierrepont nasceu em 9 de julho de 1710. Sua família vivia no presbitério de New Haven, Connecticut, onde seu pai, James, era pastor. Ele foi um dos fundadores do Yale College e uma autoridade proeminente na igreja da Nova Inglaterra. A mãe de Sarah foi Mary Hooker, cujo bisavô, foi um dos fundadores de Connecticut. Como filha de uma das famílias mais distintas de Connecticut, Sarah teve a melhor educação que uma mulher daquele tempo poderia receber. Aperfeiçoou-se nas habilidades refinadas da sociedade. As pessoas que a conheciam mencionavam sua beleza e sua maneira de fazer as pessoas se sentirem bem.

Diferentemente dela, Jonathan Edwards, seu futuro marido, era introvertido, tímido, inquieto e de pouco falar. Iniciou seus estudos na faculdade aos treze anos e formou-se como orador oficial. Comia pouco naquele tempo de mesas fartas, e não era inclinado à bebida. Era alto, desajeitado e muito esquisito. Faltava-lhe cordialidade. Ele escreveu em seu diário: “Uma virtude que necessito em mais alto grau é a gentileza. Se eu tivesse um ar mais gentil, seria muito melhor”.

Em 1723, aos dezenove anos, Jonathan se formou em Yale, e foi pastor em Nova York, por um ano. Quando terminou seu período de pastorado naquela igreja, começou a trabalhar como professor em Yale e voltou para New Haven, onde Sarah Pierrepont morava.  É possível que Jonathan já a tivesse conhecido três ou quatro anos antes, quando estudara em Yale.

Enquanto Sarah crescia e Jonathan tornava-se, de certa forma, mais gentil, eles começaram a passar mais tempo juntos. Gostavam de conversar e caminhar juntos; e ele aparentemente encontrou nela uma mente que combinava com sua beleza. De fato, ela lhe apresentou um livro de Peter van Mastricht, o qual mais tarde muito influenciou o pensamento de Jonathan. Eles ficaram noivos na primavera de 1725.

Jonathan era um homem cuja natureza enfrentaria incertezas, tanto em seus pensamentos quanto em sua teologia, como se tais incertezas lhe causassem grande tensão física. Além disso, os anos que teve de esperar até que Sarah tivesse idade para casar trouxeram-lhe pressão ainda maior. Provavelmente seus sentimentos por Sarah fizeram com que Jonathan temesse pecar por pensamentos. Em seu esforço por manter-se puro, fez a seguinte resolução: “Quando sou violentamente atacado por uma tentação, ou não consigo livrar-me de pensamentos impuros, decido fazer alguma operação aritmética ou de geometria, ou algum outro estudo, que necessariamente envolva toda a minha mente e a impeça de ficar vagueando”.

Jonathan Edwards e Sarah Pierrepont se casaram, finalmente, em 28 de julho de 1727. Ela tinha dezessete anos, e ele, vinte e quatro. Quando Sarah iniciou seu papel de esposa, deu a Jonathan liberdade para buscar os combates filosóficos, científicos e teológicos que fizeram dele o homem que nós honramos. Edwards era um homem a quem as pessoas reagiam. Era diferente, intenso. Sua força moral era uma ameaça às pessoas inclinadas ao rotineiro [..] era um pensador que mantinha ideias em sua mente, ponderando-as, separando-as, juntando-as a outras ideias e testando-as contra outras partes da verdade de Deus. Tal homem alcança o auge quando as ideias separadas juntam-se numa verdade maior. Mas, também é o tipo de homem que pode encontrar-se em covas profundas no caminho à verdade.

Não é fácil viver com um homem assim. Mas Sarah encontrou meios de construir um lar feliz para ele. Ela o assegurou de seu amor constante e criou uma atmosfera e uma rotina, nas quais ele gozava da liberdade para pensar. Ela entendia que, quando ele estava absorto em um pensamento, não queria ser interrompido para jantar. Compreendia que as sensações de alegria ou tristeza eram intensas. Edwards escreveu: “Frequentemente, tenho visões muito comoventes de minha própria pecaminosidade e perversidade, a ponto de me levar a um choro alto… que sempre me força a ficar a sós”.

A cidade conhecia um homem sereno. Sarah conhecia as tempestades que existiam dentro dele. Ela conhecia Jonathan na intimidade do lar.

Portanto, a vida no lar dos Edwards era moldada, em sua maior parte, pelo chamado de Jonathan.

~ Retirado do livro “Mulheres fiéis e seu Deus maravilhoso”, Noël Piper, ed. Fiel (adaptado).

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