O Amor é tudo o que você precisa?

happy-valentine-day-0005

 

O texto abaixo foi retirado do capítulo dois do livro Deuses Falsos, de Tim Keller. O texto não está na íntegra, selecionei as partes mais objetivas para o post não ficar muito longo 😉

O ANSEIO HUMANO PELO AMOR VERDADEIRO sempre foi celebrado em canções e histórias, mas em nossa cultura de hoje isso vem sendo exagerado a um nível espantoso. Os musicais são sempre repletos de canções de amor, mas algumas delas revelam o lado negro dessa busca moderna. Em Being Alive [estar vivo], do musical Company, um homem se apaixona por uma mulher e canta que ela “precisa muito de mim […] me conhece bem demais […] me faz parar de repente e me lança no inferno”. No entanto, ele insiste que apenas o romance “me dará apoio para estar vivo, continuar vivo”. Ele precisa passar de um relacionamento cansativo a outro, pois essa é a única forma de ele se sentir vivo.

[…] Existe uma história na Bíblia que ilustra como a busca pelo amor pode se transformar em um tipo de escravidão. É a história de Jacó e Lia em Gênesis 29, que, apesar de muito antiga, nunca foi tão relevante quanto nos dias de hoje. Sempre foi possível transformar o amor romântico e o casamento em um falso deus, mas vivemos em uma cultura que torna cada vez mais fácil confundir o amor com Deus, ser arrastado por ele e colocar nele todas as esperanças de felicidade […].

A esposa de Isaque, Rebeca, ficou grávida de gêmeos, e Deus, através de uma profecia, falou: “O mais velho servirá ao mais novo” (Gênesis 25:23). […] Apesar da profecia, Isaque se apegou ao filho mais velho, Esaú, e o favoreceu em vez do mais novo, Jacó […]. Por gozar do favoritismo de Isaque, Esaú, se tornou orgulhoso, mimado, voluntarioso e impulsivo, enquanto Jacó se tornou cínico e amargo.

Chegou o momento de Isaque, já velho, dar sua bênção que, desafiando a vontade de Deus, ele pretendia conceder a Esaú. Mas Jacó se vestiu como seu irmão mais velho, achegou-se ao seu pai, que já estava cego, e recebeu a bênção de Isaque, que não suspeitou de nada. Quando Esaú descobriu, jurou matar Jacó, e este teve que fugir para o deserto a fim de salvar sua vida.

A vida de Jacó estava arruinada. Ele havia perdido sua família e sua herança. Nunca mais veria sua mãe e seu pai vivos. Jacó foi para o outro lado do Crescente Fértil, onde muitos dos parentes de sua mãe e avô ainda viviam. Ali ele ao menos tinha esperança de sobreviver.

Jacó fugiu para a família de sua mãe e foi acolhido por ela. Seu tio Labão o contratou como pastor de parte do seu rebanho. Quando Labão percebeu que Jacó tinha grande habilidade administrativa, ofereceu-lhe um cargo: “Como posso lhe pagar para que você cuide de meu rebanho?” A resposta de Jacó tinha uma só palavra: Raquel (Gn 29:16-20).

O texto hebraico diz, literalmente, que Raquel era atraente e que, além disso, era bonita. Jacó estava mais que apaixonado por ela. Robert Alter […] aponta no texto muitos sinais que mostram quão apaixonado e extasiado Jacó estava por Raquel. Jacó ofereceu sete anos de salário por ela, o que era, de acordo com as medidas monetárias da época, uma fortuna por uma noiva. “Mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava (versículo 20). “Entregue-me a minha mulher. Cumpri o prazo previsto e quero me deitar com ela (versículo 21). Alter diz que essa frase é incomumente crua, gráfica e sexual pelos padrões do discurso antigo, normalmente reticente. Imagine-se dizendo para um pai, mesmo nos dias de hoje: “Não posso esperar para fazer sexo com sua filha, Eu a quero agora!” O narrador está nos mostrando um homem esmagado pelo desejo emocional e sexual por uma mulher.

Por quê? A vida de Jacó era vazia. Ele nunca teve um amor de seu pai, havia perdido o amor de sua querida mãe, e certamente não tinha consciência do amor e do cuidado de Deus. Então encontrou a mulher mais bonita que já vira, e deve ter dito a si mesmo: “Se eu a tivesse, enfim algo daria certo em minha vida miserável. Se eu a tivesse, tudo se acertaria”. Todos os anseios de seu coração por significado e afirmação se fixaram em Raquel.

[…] A música popular e a arte de nossa sociedade nos incentivam a continuar nesse procedimento, depositando no romance e no amor todas as mais profundas necessidades de nosso coração por transcendência e significado. “Você não é ninguém até que alguém o ame”, dizia a música popular, e somos uma cultura inteira que tomou essa frase ao pé da letra. Mantemos a fantasia de que, se encontrarmos nossa cara-metade, tudo o que há de errado conosco será curado. Porém, quando nossas expectativas e esperanças atingem essa magnitude […] “o objeto de amor é Deus”. Nenhum amante, nenhum ser humano, é qualificado para esse papel. Ninguém pode viver à altura dele. O resultado inevitável é a amarga desilusão.

[…] O vazio interior de Jacó o tornou vulnerável à idolatria do amor romântico. Quando ele se ofereceu para trabalhar sete anos por Raquel, quase quatro vezes o preço normal de uma noiva, o inescrupuloso Labão viu o quão apaixonado ele estava. Ele resolveu tirar vantagem da condição de Jacó. Quando Jacó perguntou se podia se casar com Raquel, a resposta de Labão foi deliberadamente vaga. Jamais concordara explicitamente com o acordo.

[…] Sete anos se passaram, e Jacó cobrou Labão: “Agora me dê minha esposa”. Como era costume, houve uma grande festa de casamento. No meio da festa, Labão trouxe a esposa de Jacó, coberta com um véu bem pesado. Já inebriado pelas festividades, Jacó se deitou […] com ela. Mas “quando chegou a manhã, lá estava Lia” (Gênesis 29:25). Em plena luz do dia, Jacó olhou e percebeu que a mulher com a qual havia consumado seu casamento era Lia, a irmã mais velha e pouco atraente de Raquel. Tremendo de raiva, Jacó foi até Labão e exclamou: “Que foi que você me fez?” Labão respondeu calmamente que ele devia saber que era costume em suas terras que a filha mais velha casasse antes da mais nova. Se Jacó aceitasse trabalhar mais sete anos, acrescentou, ele ficaria feliz em incluir Raquel como parte do acordo. Fisgado nessa armadilha, Jacó se submeteu a mais sete anos de trabalho para se casar com Raquel, assim como se casara com Lia.

Podemos nos perguntar como Jacó pôde ser tão inocente, mas seu comportamento foi o de um viciado. Existem várias maneiras pelas quais o amor romântico pode funcionar como uma droga para nos ajudar a escapar da realidade de nossa vida.

[…] Foi isso que aconteceu com Jacó. Raquel não era apenas sua esposa, mas sua “salvadora”. Ele queria e precisava de Raquel de forma tão profunda que apenas ouviu e viu as coisas que queria ver e ouvir.  Por isso se tornou vulnerável à trapaça de Labão. Mais tarde, a idolatria de Jacó com Raquel criou décadas de angústia em sua família. Ele adorava e favorecia os filhos de Raquel em detrimento dos de Lia, tornando corruptos e amargos os corações de todos os seus filhos, e envenenando o sistema familiar.

[…] Vimos como a idolatria devastou a vida de Jacó, mas talvez a maior perda de todas tenha sido Lia. Ela é a filha mais velha, e o narrador nos dá apenas um detalhe importante sobre ela.  O texto diz que seus olhos eram “fracos ou pobres”. Alguns concluíram que ela não enxergava bem. Mas a passagem não diz “Lia tinha olhos fracos, mas Raquel enxergava muito bem”. Diz que Lia tinha olhos fracos, mas Raquel era atraente. Então a “fraqueza” provavelmente significa que ela era estrábica ou literalmente feia de alguma forma. Fica claro que Lia não era particularmente atraente, e ela teve que viver toda a sua vida à sombra de sua irmã, que era absolutamente linda.

Em consequência disso, seu pai Labão sabia que nenhum homem se casaria com ela ou ofereceria dinheiro por ela. Por anos ele pensou em como se livraria dela para que Raquel, que renderia um bom dinheiro, pudesse se casar. Em Jacó, Labão encontrou a solução para todo o seu problema financeiro. Ele enxergou a oportunidade e lucrou com ela. Mas veja o que isso significou para Lia: a filha que o pai não queria se tornou a esposa que o marido não queria. Raquel era a “preferida” de Jacó (Gênesis 29:30). Lia era a garota que ninguém queria.

O coração de Lia tinha, então, um buraco tão grande quanto o que havia no coração de Jacó. E agora ela começava a tentar preenchê-lo do mesmo modo que Jacó tinha feito. Ela fez com Jacó o que ele havia feito com Raquel e Isaque com Esaú: colocou em seu coração a esperança de conseguir o amor dele. Os últimos versículos do capítulo estão entre os mais melancólicos que você encontrará na Bíblia:

Quando o senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos, Raquel, porém, era estéril. Lia engravidou, deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Rúben, pois dizia: “O Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará.” Lia engravidou de novo e, quando deu á luz outro filho, disse: “Porque o Senhor ouviu que sou desprezada, deu-me também este.” Pelo que o chamou Simeão. De novo engravidou e, quando deu á luz mais um filho, disse: “agora, finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos.” Por isso deu-lhe o nome de Levi. Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse: “Desta vez louvarei o Senhor.” Assim deu-lhe o nome de Judá. Então parou de ter filhos (Gênesis 29:31-35).

O que ela estava fazendo? Estava tentando encontrar a felicidade e identidade através dos valores tradicionais da família. Ter filhos, especialmente naquela época, era a melhor forma de fazer isso, mas não estava funcionando. Ela havia colocado todas as esperanças e sonhos em seu marido. “Se eu tiver bebês e filhos, então meu marido me amará, e então minha vida infeliz será consertada”, pensou ela. Mas em vez disso, cada nascimento a afundava cada vez mais em um inferno de solidão. Ela estava condenada a ver todos os dias o homem que amava nos braços daquela cuja sombra vivera a vida inteira. Cada dia era como outra facada em seu coração.

[…] Aprendemos que através de toda a vida corre uma nota de desilusão cósmica. Você nunca terá uma vida sábia até que entenda isso. Jacó pensou: “Se eu puder apenas ter Raquel, tudo ficará bem.” E então vai para a cama com aquela que ele pensa ser Raquel, e o texto hebraico esclarece: “quando chegou a manhã, lá estava Lia” (Gênesis 29:25). […] “Esta é a miniatura de nossa desilusão, experimentada desde o Éden”. O que isto significa?  Com todo o respeito a essa mulher (com quem temos muito a aprender), isso significa que, não importa onde coloquemos nossas esperanças, de manhã sempre será Lia, nunca Raquel. Ninguém falou sobre isso melhor que C.S. Lewis […]

A maioria, se realmente aprendeu a olhar para dentro do coração, sabe que quer, intensamente, algo que não pode ter neste mundo. Há neste mundo todos os tipos de coisas que oferecem algo, mas não cumprirão sua promessa. Os desejos que surgem em nós quando nos apaixonamos pela primeira vez, ou pensamos pela primeira vez em um país estrangeiro, ou nos deparamos pela primeira vez com um assunto que nos deixa animados, são desejos que nenhum casamento, viagem ou aprendizado podem realmente satisfazer. Não estou falando do que podemos chamar de casamentos, férias ou estudos malsucedidos, estou falando dos melhores possíveis. Havia algo que captamos naquele primeiro momento de desejo, mas que se esvai com a realidade. Acho que todos sabem do que estou falando. A esposa pode ser boa, os hotéis e paisagens podem ser excelentes, e a química pode ser um negócio muito interessante, mas algo nos escapou.

Se você se casar como Jacó, colocando o peso de todos os seus mais profundos desejos e esperanças sobre a pessoa com quem está se casando, você a esmagará com suas expectativas. Isso distorcerá sua vida e a de seu cônjuge de centenas de maneiras.

Nenhuma pessoa, nem a melhor de todas, pode dar tudo aquilo de que a alma precisa. Você pensará que foi para a cama com Raquel, mas quando acordar será sempre Lia. Essa desilusão e desapontamento cósmicos estão sempre presentes em todos os aspectos da vida, mas nós experimentamos esses sentimentos principalmente em relação ao que mais esperamos.

Quando você finalmente perceber isto, existem quatro resoluções que pode tomar. Pode culpar as coisas que estão desapontando e mudar para outras melhores. Este é o caminho da idolatria continuada e do vício espiritual. A segunda é se culpar, se estapear e dizer: “De alguma forma, fui um fracasso. Vejo a felicidade de todos os outros. Não sei porque não sou feliz. Há algo errado comigo.” Esse é o caminho do autodesprezo e da vergonha. A terceira coisa é culpar o mundo. Você pode dizer “Maldito seja o sexo oposto”, e se tornar cínico, duro e vazio. Finalmente, como C.S. Lewis afirma […] você pode reorientar todo o foco de sua vida para Deus. Ele conclui: “Se encontro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que fui feito para outro mundo [algo sobrenatural e eterno].”

O fracasso do amor romântico como solução dos problemas humanos é parte da frustração do homem moderno. […] Nenhum relacionamento humano pode suportar o peso do endeusamento. […] Por mais idealizado e idolatrado que seja [o parceiro], ele inevitavelmente mostra imperfeições e fraquezas. No final das contas, o que é que queremos quando elevamos o nosso parceiro a essa posição? Queremos nos livrar das nossas culpas, nossa sensação de vazio. Queremos ser justificados, saber que nossa existência não é em vão. Queremos redenção – nada menos que isso. Não é preciso dizer que parceiros humanos não podem nos redimir.

Com relação ao amor romântico, tanto a idolatria estereotipada do homem quanto a da mulher são becos sem saída. Muitas vezes se diz que “o homem usa o amor para conseguir sexo e a mulher usa o sexo para conseguir amor”. Há alguma verdade nisso, como em todos os estereótipos, mas a história mostra que ambos os falsos deuses desapontam. Porque procurou dar valor à sua vida tendo uma mulher fisicamente bonita, Jacó entregou o coração a uma mulher cujas falhas e imaturidade não conseguia ver. O falso deus de Lia não era o sexo. Ela obviamente tinha acesso ao corpo do marido, mas não ao seu coração e compromisso. Ela o queria “ligado” a ela, queria ter seu coração apegado a ela. Mas isso não aconteceu. A vida dela ficou confinada a frivolidades e misérias.

[…] Lia é a única pessoa nessa triste história a fazer algum tipo de progresso espiritual, embora isso aconteça apenas perto do fim. Primeiro olhe para o que Deus faz nela. Uma das coisas que estudiosos notam é que, em todas as suas declarações, Lia invocou o Senhor. Ela usou o nome Jeová […] Assim, embora estivesse em luta e confusa, ela pôde se achegar a um Deus pessoal e gracioso.

Depois de anos engravidando, no entanto, houve uma importante descoberta. Quando deu à luz seu quarto filho, Judá, ela disse: “Desta vez louvarei o Senhor.” Havia um desafio nessa afirmação. Era uma declaração diferente das que ela havia feito depois dos partos anteriores. Não havia menção ao filho ou ao marido. Parece que ela finalmente havia desviado seus desejos mais profundos do marido e dos filhos, direcionando-os para o Senhor. Jacó e Labão haviam roubado a vida de Lia, mas ela a recebeu de volta quando finalmente entregou seu coração ao Senhor.

Não devemos olhar apenas para o que Deus fez nela. Temos de olhar também para o que Deus fez por ela. Lia deve ter sentido que havia algo de especial nesse último filho. Ela deve ter tido a intuição de que Deus fizera algo por ela. E de fato fizera […] O filho era Judá, e em Gênesis 49 nos é dito que é por meio dele que o verdadeiro Rei, o Messias, virá um dia. Deus veio à garota que ninguém queria, a mal amada, e fez dela a mãe ancestral de Jesus. […] O texto diz que, quando o Senhor viu que Lia não era amada, ele a amou. É como se Deus declarasse: “Eu sou o verdadeiro noivo, o marido das sem marido, o pai dos órfãos”. Esse é o Deus que salva pela graça.

[…] aqui está a força para superarmos as idolatrias. Existem muitas pessoas no mundo que não encontraram pares românticos, e elas precisam ouvir o Senhor dizer: “Eu sou o verdadeiro Noivo. Há apenas um par de braços que pode dar tudo o que o seu coração deseja e espera por você no final dos tempos, se você se voltar para mim e souber que eu amo você agora”. No entanto, não apenas os que não têm cônjuge precisam ver que Deus é seu principal cônjuge, mas também aqueles que os têm. Eles precisam disso para salvar seus casamentos do peso esmagador de suas expectativas divinas. Se você se casa com uma pessoa esperando que ela seja um deus, o desapontamento é inevitável. Não é que você deva amar menos seu parceiro [ou que você não deva ansiar por um], mas sim que você deve conhecer e amar mais a Deus. Como podemos conhecer o amor de Deus de forma profunda a ponto de libertar nossos cônjuges de nossas expectativas sufocantes? Voltando-nos àquele para quem a vida de Lia aponta […] Jesus Cristo.

Ps.: Em nossa cultura moderna, vem havendo uma tendência de libertar as mulheres do ideal de casamento e filhos, mas vale destacar que o ponto que o autor pretende neste capítulo não é incentivar as mulheres (como a cultura moderna faz) a abandonarem a ideia de casar e ter filhos. Afinal, não é ruim desejar isso, o ponto em questão é quando esse desejo se torna o sentido da vida, um ídolo. Para as solteiras o ídolo pode ser o casamento, a ideia de que enquanto não encontrar alguém a vida não terá sentido pleno. Depois de casadas o ídolo pode se tornar o amor do marido, os filhos, o lar. Para alguns o ídolo é o amor, para outros o trabalho, a carreira, a formação acadêmica, o dinheiro. O autor aborda várias áreas que podem se tornar ídolos em nossas vidas. Por isso, é importante que, sejam quais forem os ídolos, eles precisam ser descobertos o quanto antes.

O fato é que, enquanto não nos rendermos ao senhorio de Cristo, a nossa vida será uma constante busca para preencher o vazio que só o Senhor pode preencher. Ainda que tenhamos tudo, nada nunca nos satisfará por completo.

Somente quando nos deleitamos no Senhor nossos anseios são realizados. Sem nos esquecer de que, como disse Lewis, que a satisfação plena da nossa alma só será suprida na eternidade, pois fomos projetados para ela e até que nos encontremos lá, sempre sentiremos que por melhores que sejam as coisas deste mundo, há algo muito mais sublime que Deus ainda não nos revelou, algo que só provaremos quando tivermos nossos corpos glorificados.

 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s