Chuva de verão.

Um novo ano costuma trazer esperanças de paz, amor, felicidade, sorte e tantas outras coisas que desejamos receber. É sempre um recomeço, uma oportunidade de errar menos, fazer novas escolhas, tomar novos rumos. A cada ano, um renovo.

Já pedi muitas coisas, fiz muitas promessas (que não cumpri) e já tracei metas (que não conclui), então decidi que este ano não hei de fazer promessas que sei que não vou cumprir e muito menos listas inacabáveis que, ao fim do ano só me trarão a frustração de não tê-las cumprido.

2010 começou mais tarde pra mim, num dia de chuva. O calor forte trouxe a chuva, sabe, dessas chuvas de verão? Lá no fundo, minha vontade era ir correndo e tomar aquele tão aguardado banho de chuva, quem sabe dançar, como eu havia prometido?! Mas não o fiz, simplesmente fiquei parada vendo-a cair pela janela, sentindo o frescor e recebendo seus pingos. Depois que ela passou, me perguntei o por quê. A questão não estava na chuva, ia além disso, o medo ou talvez o receio que sempre tive de viver, de agir, de rir alto quando quis, de chorar quando tive vontade, de dançar… Puxa, como lamentei ter perdido aquela chuva, como lamentei ter perdido dezoito anos e meio da minha vida. Foi então que percebi que meu ano precisava começar e diferente, prometi a mim mesma, em 2010 viver, não fugir dos desafios, ser quem sou, racionalizar menos, filosofar mais, e quando ela chegar, vou correndo me encharcar feito criança 😉

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