Sobre ideais e bolhas de sabão.

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“No romance clássico, o homem não quer realmente a realização do seu amor. A consumação do seu amor significaria casar-se e ter que lidar com a monotonia da vida diária juntos. O casamento é terrestre demais para o romântico. Ele esbalda-se em obstáculos. Ele quer sofrer sentimentos de amor sem permitir que o amor chegue à fruição num relacionamento permanente e contratual… Um homem que acredita ser sua amada o ideal de perfeição não pode tolerar qualquer sugestão de imperfeição. Esta é uma razão pela qual o romântico não queira aproximar-se demais de sua amada; no fundo, ele sabe que se aproximar-se demais encontrará defeitos e imperfeições.”

(Peter J. Leithart “Brightest Heaven”)

Lendo o texto acima, passei a refletir sobre os nossos ideais:

O ideal é como uma bolha de sabão: é perfeito até que você o toque. Quando você o alcança, ele se desfaz. De longe tudo e todos são ideais. Desse idealismo surge a visão romântica, quer seja da vida, de um lugar, de uma pessoa, de um emprego, de uma missão. Mas, tal qual uma bolha de sabão, o ideal é frágil. Não sobrevive ao toque. Aproxime-se dele, e, você se deparará com o real.

O real, nem sempre tão belo, nunca perfeito. Hora cansativo, hora frustrante, hora conflitante, porém, real.

A vida, deste lado da eternidade sempre será como bolha de sabão: sempre teremos ideais e, quando os alcançarmos, veremos que a realidade é diferente do que almejávamos. Desse modo, ironicamente, alcançar o ideal sempre traz consigo um pouco de frustração. Em Eclesiastes, o Pregador disse que a vida é como correr atrás do vento, de fato, esse vento carrega nossos ideais feito bolhas de sabão.

Mas, veja bem: Não é que o ideal não exista, ele existe sim, só não faz parte deste mundo. Almejamos o ideal porque há uma impressão gravada em nossos corações, a imagem do verdadeiro ideal. Um ideal que não se desfaz pelo contato. Um ideal eterno e papável.
Ideal de nome eternidade. Quando finalmente a alcançarmos, ela não se desfará em nossas mãos. Diferentemente dos ideais desta terra, ela será muito melhor quando finalmente pudermos tocá-la.

Tal como criança que se alegra em um mundo onde bolhas de sabão não estouram ao toque, nos alegraremos quando pudermos tocar a eternidade. Tocaremos e nossos corações nunca estarão decepcionados.
Se no mundo dos homens, o ideal se perde ao toque, no mundo de Deus, ele se torna cada vez melhor a medida que o tocamos.

Até que sejamos transportados para esse mundo onde bolhas não estouram, é mister que saibamos: nesse mundo de cá os ideais, assim como as bolhas de sabão, subsistirão só até que os toquemos.

Graças a Deus, há eternidade, onde o ideal e o real se tocam e caminham juntos, lado a lado.

Prisca Lessa

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5 FORMAS COMO O FEMINISMO TEM TE INTOXICADO (4)

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3. Relação com os homens

 “Algumas de nós estamos nos tornando os homens com quem queríamos nos casar” (Gloria Stein, feminista da década de 70)

“Uma mulher precisa de um homem da mesma forma que um peixe precisa de uma bicicleta” (Irina Dunn, feminista australiana)

“Agora que as mulheres não precisam dos homens para ter filhos e prover seu sustento, a pergunta é: queremos tê-los aqui? E a resposta: precisamos deles da mesma forma que precisamos de sorvete, sabe? Eles de um jeito mais enfeitado” (Maureen Dowd, autora do livro Os Homens são Necessários?)

“As mulheres talvez não considerem isso uma surpresa, mas um dos problemas mais persistentes e frustrantes a biologia evolutiva é o macho. Por que eles simplesmente não somem?” (Natalie Angier, autora e jornalista americana)

O Feminismo desde sua origem tem identificado os homens como o principal problema das mulheres. Ele se desenvolveu em torno desta ideia: os homens são os opressores e as mulheres, as oprimidas; os homens, os vilões, e as mulheres, as vítimas. Após séculos de opressão, o Feminismo propõe: “agora é que são elas”. Mais do que pôr fim a opressão, a ideia é intimidar os homens mostrando que as mulheres estão com força total, prontas para o combate.

Antes de falar sobre como o Feminismo tem influenciado em nossa relação com os homens, preciso admitir que nem tudo o que o Feminismo diz é uma mentira por completo. Por vezes, ele enxerga o problema (efeito), mas é incapaz de prover uma solução eficaz por desconhecer a causa original. A opressão é um exemplo disso, ela, de fato, existiu e ainda existe, mas não como causa, e sim, como efeito. Essa é uma distinção importante, principalmente para nós, cristãs, pois, compreendemos que a causa da opressão é o pecado. Tentar combater simplesmente a opressão é ignorar a raiz do problema, é como passar um medicamento sobre a pele quando o real problema está dentro dos ossos. Vale salientar também que nem tudo o que o Feminismo define como opressão de fato é, portanto, aqui me refiro à real opressão sofrida por muitas mulheres.

Admitir que ao longo da História mulheres foram – e muitas ainda são – oprimidas não nos torna feministas, estamos apenas atestando um fato real que pode ser comprovado. Se voltarmos para a Grécia Antiga, por exemplo, veremos que a mulher era vista como um ser inferior ao homem, cuja função era somente a reprodução:

 “A convicção de que os machos eram os únicos criadores da vida, fornecendo a ‘semente’, enquanto as fêmeas participavam apenas com o ‘solo’, enfatizou o status inferior da mulher”[1]

“Os homens deveriam produzir filhos em outro lugar, e não deveria existir a raça feminina” (Jasão, herói de Eurípedes)

Chama a atenção o fato de que a opressão contra as mulheres ocorre majoritariamente em regiões que receberam pouca ou nenhuma influência do Cristianismo. Em muitos lugares a mulher não possui direitos, voz, escolha; ela não pode estudar e sofre calada abusos que em muitas culturas são legalizados. Nós como cristãs não concordamos com isso, antes, condenamos com veemência, pois, toda opressão fere o princípio que Deus estabeleceu para o mundo.

Deus, em Sua infinita sabedoria, estabeleceu uma belíssima relação entre homem e mulher, mas, essa relação foi radicalmente afetada. O pecado destruiu a harmonia estabelecida por Deus na Criação. Uma das maldições que o pecado nos trouxe foi a opressão do homem em relação à mulher. Ao invés de uma liderança amorosa e servil – como a de Cristo, muitos homens passaram a usar sua força e autoridade para subjugar as mulheres das piores maneiras possíveis. Essa é uma das razões pela qual a submissão é tão mal interpretada por aqueles que não conhecem as Escrituras. Mas, apesar do pecado, o mandamento de Deus não foi invalidado; apesar do pecado – e a dificuldade que ele traz para homens liderarem em amor e mulheres se submeterem – Deus ainda ordena que seus preceitos sejam cumpridos.

“Em nenhuma parte a Bíblia diz que os homens são mais conformes a imagem de Deus do que as mulheres. Homens e mulheres compartilham em pé de igualdade o tremendo privilégio de serem conforme a imagem de Deus. Dessa forma corrige quase imediatamente os erros da dominância e da superioridade masculina que surgiram como resultado do pecado, encontrados em quase todas as culturas na história da humanidade. Onde quer que os homens sejam considerados superiores às mulheres, onde quer que os maridos se comportem como ditadores egoístas, onde quer que as mulheres sejam proibidas de trabalhar fora, ou de votar, de possuírem propriedades ou de receberem instrução, onde quer que as mulheres sejam tratadas como inferiores, onde quer que exista abuso ou violência contra as mulheres, ou estupro, ou infanticídio feminino, ou ainda poligamia e haréns, a verdade bíblica sobre a igualdade à imagem de Deus está sendo negada. A todas as sociedades e culturas onde essas coisas ocorrem, precisamos proclamar que bem desde o começo, a Palavra de Deus testemunha de modo essencial e irrefutável contra esses males.” (Wayne Grudem)

Quando um homem não tem o temor do Senhor em seu coração, ele usa o dom de Deus para ferir a seu próximo e desonra-Lo; isso não se restringe ao sexo masculino, mas, afeta a toda a humanidade.

Séculos de males causados por homens ímpios deixaram feridas abertas no coração de muitas mulheres e, agora, propõe-se que os homens paguem por isso: é hora de dar o troco, descartá-los e dizer: “Não precisamos de vocês! Sumam!” Ainda que o Feminismo tente negar, ele tem reproduzido a mesma mentalidade de desprezo à mulher, no passado, agora, direcionada aos homens. Talvez as mulheres não possam oprimir os homens pela força, mas elas estão fazendo isso em diversas esferas da sociedade.

A cultura tem se empenhado em dizer que não precisamos dos homens, não precisamos que eles nos protejam, não precisamos do seu sustento. Se para os gregos a mulher era um mal necessário que só servia para a reprodução, hoje os homens têm sido alvo do mesmo pensamento: “as mulheres não precisam dos homens para nada. Elas podem fazer seus filhos sozinhas (produção independente) e criá-los muito bem”.

Como eu disse no início do texto, não devemos negar nem minimizar a opressão sofrida por tantas mulheres. Mas, também não devemos abraçar a ideia feminista de que homem nenhum tem valor; que todos os homens devem ser temidos e vistos como possíveis estupradores[2]. Nem todos os homens são inimigos a serem evitados ou pessoas que não merecem nossa confiança. Fujamos das generalizações. Fujamos das conversas de banheiro em que o assunto principal é falar mal dos homens; classificando-os em estereótipos como: machistas, abusadores, infantis, mulherengos, afeminados e etc.

Não devemos deixar que a guerra dos sexos nos influencie. Devemos amar e incentivar nossos irmãos a serem homens de verdade, homens honestos, generosos, cuidadores a fim de mostrar ao mundo que em Cristo a opressão é vencida. A solução para a opressão não é deixar os homens de canto ou emasculá-los, mas fazer com que olhem para Cristo em aprendam através de seu exemplo. Devemos nos lembrar que a nossa luta não é contra carne nem sangue, mas contra forças espirituais.

Ao mesmo tempo em que o Feminismo ataca os homens, ele cria falsas expectativas em relação a eles. Hoje as mulheres exigem mais dos homens – e, talvez por isso tenham tanta dificuldade em casar –; elas não querem apenas um homem trabalhador, honesto e respeitoso, elas querem isso e mais: um homem sensível (quase como uma de suas amigas), um homem que saiba cozinhar, lavar, passar e cuidar de crianças, que não seja exigente com os deveres domésticos e de preferência que esteja disposto a substituí-la no lar enquanto ela ganha o mundo. Hoje para que um homem seja interessante em nossa cultura, no mínimo, ele deve se dizer feminista (quão triste é ouvir um homem dizer isso ☹). O mais triste é que muitas moças cristãs têm colocado esses itens em suas listas de prioridades. Diante disso, a pergunta que devemos nos fazer é: esses aspectos constam na Bíblia? Não. E eu estou certa de que se eles fossem prioritários, o Senhor os teria colocado, mas, Ele não o fez. O grande problema é que, ao invés de deixarmos as Escrituras pautarem a nossa escolha, temos deixado que o mundo faça isso com suas vãs filosofias.

Quando olho para a Bíblia, ela me orienta a buscar num homem com as seguintes qualidades: irrepreensível, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, cordato, inimigo de contendas, não avarento; alguém que governe bem a própria casa, que crie os filhos sob a disciplina, com todo o respeito; que tenha um bom testemunho, respeitável, homem de uma só palavra (I Tm 3:28); não ganancioso, não arrogante, não irascível, não violento, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel (Tt 1:6-9). Essas são qualidades que tornam um homem apto para servir à obra de Deus, essas características não são exclusivas para pastores, presbíteros ou diáconos. Este é o padrão para todo homem cristão e se um homem cristão possui essas características e vocação para o ministério, então, ele está apto para exercê-lo. Esse é o tipo de homem que devemos buscar. Não o homem perfeito, mas aquele que deseja se parecer a cada dia mais com Cristo

Se um homem ama a Cristo, o padrão dele não será o Rodrigo Hilbert, será Cristo, e isso é infinitamente melhor! Muitas têm exigido dos homens mais do que a Bíblia exige deles e deixado passar virtudes cristãs só porque o rapaz não é sensível como o autor X ou Y ou não possui outras características secundárias.  Precisamos reavaliar os nossos padrões e ver aquilo que tem nos guiado.

Admito que o Feminismo tem se empenhado em colocar muitas mulheres contra os homens, por outro lado, existem muitas mulheres que não confiam nos homens por razões muito mais sérias. Mulheres que foram feridas, abusadas, abandonadas e magoadas por homens que não assumiram a responsabilidade de exercer seu papel como deveriam. Pode ser que você seja uma delas… Talvez você tenha sido ferida por um homem e a mágoa insiste em dizer que você não deve confiar em nenhum deles, pois, todos os homens são iguais. Se este é o seu caso, minha querida, te convido a depositar suas frustrações e julgamentos aos pés da cruz. Há um bálsamo em Gileade que cura todas as nossas feridas. Não deixe que sua vida seja orientada pela mágoa, busque restauração hoje. Há um caminho para você, Cristo te espera, confesse e entregue a Ele as tuas dores e seja curada, em nome de Jesus.

Mas, se você, assim como eu, não passou por experiências traumáticas, relacionadas a algum homem; teve um pai presente e amoroso, provavelmente, o discurso feminista contra os homens não te influencia diretamente. Ouvir as frases odiosas proferidas por algumas mulheres contra os homens pode não fazer sentido, mas precisamos aprender a ouvir e nos colocar no lugar do outro. É verdade que muitas mulheres, principalmente as mais jovens, são apenas papagaios repetindo o que ouvem de outros, mas há aquelas – feministas radicais ou não – que desprezam os homens porque foram vítimas e isso as tornou quem são hoje: pessoas amarguradas, inseguras, desconfiadas… Elas precisam conhecer o amor de um homem para serem curadas de seus medos. Não o amor de qualquer homem, mas o único amor capaz de preencher o vazio da alma e sarar as nossas feridas: o amor de Cristo. Aquele que não feriu, antes foi ferido. Aquele que foi verdadeiramente oprimido pelos nossos pecados, e conhece a dor da opressão, da traição, do desprezo. Elas precisam ouvir falar deste Cristo.

Antigamente, eu passava muito tempo debatendo e tentando convencer feministas por meio de uma boa argumentação. Até que entendi que o que uma feminista mais precisa não é deixar de ser feminista, mas conhecer a Cristo, o Cristo da cruz. Ela precisa ser primeiramente evangelizada. Ao invés de debater para tentar convencê-la que o Feminismo está errado, o primeiro passo é pregar o evangelho. Por melhores que sejam meus argumentos, enquanto o evangelho não fincar raízes no coração dela, ela não será convencida. A coisa mais urgente na vida dessas mulheres é que conheçam o Evangelho e nós somos instrumentos para isso. Por isso, quero te desafiar a apresentar esse homem perfeito que nós conhecemos e temos o privilégio de nos relacionar: Jesus.

Mas, e quanto às “feministas cristãs”?

As “feministas cristãs” também precisam do Evangelho, talvez elas ainda não tenham sido devidamente discipuladas. Há lacunas importantes no conhecimento que elas têm das Escrituras e estas lacunas precisam ser preenchidas para que possam ter uma cosmovisão devidamente cristã. Muitas delas têm sido influenciadas por professores e colegas não cristãos e têm deixado de lado a autoridade das Escrituras para serem aceitos pelo mundo. Se você convive com uma delas, saiba que, embora ela possa ser hostil às suas tentativas de corrigi-la, ela precisa do seu auxílio. E esta pode ser uma excelente oportunidade de desenvolver o fruto do Espírito: exercite o amor, a paciência, a mansidão e ore para que o Senhor aja na vida dela.

Concluindo, meu desejo é que você possa buscar relacionamentos saudáveis com os homens que o Senhor colocou à nossa volta. Não deixe que o Feminismo molde sua conduta e suas opiniões a respeito dos homens, mesmo diante do pecado deles. Os homens não são mais pecadores que as mulheres, ambos precisam desesperadamente da graça de Deus. Que o Senhor também te auxilie na sua escolha, que seus critérios não sejam mundanos, mas bíblicos, busque um homem que se espelhe em Cristo e você encontrará amparo. E, por fim, que possamos ser instrumentos de Deus para alcançar mulheres que buscam no Feminismo a solução para os males enfrentados por elas. Que através de nós, o amor de Cristo as alcance e elas encontrem nEle o perfeito amor e a perfeita justiça.  Que Deus te abençoe.

No amor de Cristo,

Prisca Lessa

[1] CUNNINGHAM e HAMILTON, 2004, p.90

[2] Na ótica da depravação total, de fato, todos os homens e mulheres tem potencial para fazer as piores coisas, o que os restringe é a graça comum que se manifesta por meio de leis inscritas no coração dos homens (moral) e por meio da educação e das leis humanas.

5 FORMAS COMO O FEMINISMO TEM TE INTOXICADO (3)

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O segundo aspecto que o Feminismo tem tentado desconstruir é a

2. IDENTIDADE DE GÊNERO

O gênero é um bem intrínseco e essencial dado por Deus, ele constitui a identidade de todo ser humano.  A distinção dos gêneros é um dos aspectos mais importantes da identidade humana. Uma vez que se tente ignorar esse aspecto o resultado é uma confusão de identidade como se vê nos dias atuais.

Há alguns séculos ser fêmea implicava em ser mulher e ser macho em ser homem. Atualmente tanto a feminilidade quanto a masculinidade têm sido reavaliadas como construções sociais – que devem ser superadas – e não algo intimamente ligado à identidade do indivíduo. De Beauvoir disse que “não se nasce mulher, torna-se”, Friedan afirmou que “mulheres, assim como homens, encontram sua identidade apenas no trabalho em que empregam todas as suas capacidades”, Stein definiu a mulher livre como “[…] alguém que faz sexo antes do casamento e tem um emprego depois dele”, felizmente, nenhuma delas estava certa.

O Feminismo tem alterado a forma como compreendemos o nosso gênero, propondo que nossa identidade está relacionada à função que desempenhamos, à independência e à igualdade. Como toda ideologia humanista, o Feminismo é egocêntrico, “para as feministas, basicamente tudo diz respeito a “mim” – minhas necessidades, minha importância, meus direitos, meu valor, meu pleno desenvolvimento, minha identidade [meu corpo, minhas regras… Enquanto tudo o mais vem em segundo plano]” (Carolyn McCulley). Ele afirma que a mulher deve buscar a sua identidade em si mesma e por meio de suas realizações conquistas pessoais: eu, eu, eu.

Todos os dias somos bombardeadas com mensagens de autoafirmação: empodere-se, seja mais você, busque a sua felicidade (custe o que custar), faça você mesma, obtenha isso e aquilo, seja a melhor. A impressão que fica é que se você não fizer nenhuma dessas coisas, você é uma fracassada. Fomos ensinadas que se até os trinta anos não estivermos exercendo o papel da “executiva de saia lápis, scarpin e pasta preta” na mão, fracassamos, não chegamos no topo. Nos induziram a crer que a nossa identidade se baseia na quantidade de diplomas, profissão e poder aquisitivo; aprendemos que isso é ser uma mulher de verdade.

Quantas de nós não alimentamos, bem no fundo, um sentimento de fracasso porque não chegamos lá? Por que essa frustração existe? Não há nada de errado em não chegar lá, aliás, quem definiu que “lá” é o ponto de chegada? Com certeza não foi a Escritura.

A influência feminista é sutil. Esses dias enquanto conversava com uma amiga, ela me disse que estava se sentindo mal por não estar contribuindo com os preparativos do seu casamento, pois o seu salário de estagiária mal dava para pagar a faculdade. A conversa se desenrolou de tal modo que lhe questionei:

–  Quem foi que disse a você que o dinheiro é o único meio de cooperação? Na realidade, ninguém disse isso a ela, mas isso está no ar que respiramos. Aprendemos que se não pudermos contribuir financeiramente somos inúteis. Muitas mulheres têm acreditado nisso e sentem muita dificuldade com a ideia de contribuir para o bem-estar da família estando em casa; por mais que elas não desejem isso, a sociedade faz com que pensem que são inúteis ficando no lar. Eu disse à minha amiga que auxiliar seu noivo apoiando, incentivando, orando, acompanhando-o nas visitas aos fornecedores e dando sua opinião também era uma forma de contribuição.

Nossa utilidade no mundo não tem a ver com o quanto nós contribuímos financeiramente, seja no lar, na igreja ou na sociedade.

Ao passo que a Bíblia nos ensina a renunciar ao nosso eu, viver para Cristo e servir ao outro, o Feminismo nos auto afirma, ensina-nos a buscar os nossos próprios interesses e nos empodera (#YesYouCanDoIt, #vocepodeseroquequiser). Enquanto a Bíblia nos diz que devemos buscar a nossa identidade em Cristo e através daquilo que Ele realizou por nós, o Feminismo nos diz que devemos busca-la naquilo que temos e fazemos.

Biblicamente, a identidade e o valor da mulher, assim como o do homem, não estão relacionados àquilo que fazem. Objetos têm sua identidade e valor associados à suas funções, seres humanos não. Ao afirmar que a mulher só tem valor ao exercer determinada função, aí sim a objetificamos. Nossa identidade primeira é sermos criados à imagem de Deus, o Senhor nos criou de tal maneira que ao olhar para nós mesmos pudéssemos percebê-lo, busca-lo e encontrarmos nossa (verdadeira) identidade em Cristo. Nada trará plena humanidade senão um relacionamento verdadeiro com Cristo.

INDEPENDÊNCIA

A busca pela independência tem sido o mal da humanidade desde o Éden; nossos pais, seduzidos pela serpente, cobiçaram um atributo que somente Deus possui. Ele é o único ser em todo universo que, de fato, possui independência, ainda assim, insistimos em acreditar nas vãs filosofias que tentam nos enredar. O Feminismo prega a independência feminina o tempo todo, usando frases como: “Seja mais você”; “Empodere-se”; “Independência é liberdade”; “Estude para ser alguém e não ter que depender de homem algum”; “Sua carreira vem em primeiro lugar”. Dinheiro, carreira, diplomas, usar o corpo para o que quiser e como quiser; todos esses aspectos são sinônimos e independência na concepção feminista. Essencialmente, o Feminismo prega a independência da mulher em relação ao homem, ao casamento e à família. Nós temos sido intoxicadas, ainda que inconscientemente com a ideia de que nosso alvo na vida deve ser a busca por independência. Segundo o ensino bíblico a mulher não é independente do homem, essa dependência é inerente à sua própria existência, desde a sua criação. Eva recebeu como matéria prima o DNA de Adão e assim tem sido; revolução  alguma pode alterar esse fato.

As Escrituras nos mostram que existe uma relação de dependência entre homem e mulher; Eva foi identificada como mulher por causa do homem:

“Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada” (Gn 2:23b). Além disso, o propósito de Deus ao criar a mulher foi para que ela auxiliasse o homem, cooperando na missão de cultivar e encher a terra.

“Então o Senhor Deus declarou: ‘Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda'”. (Gn 2:18)

Uma feminista convicta diria que esses textos foram inventados ou adulterados para perpetuar o patriarcado. Verdades assim dilaceram egos feministas. Devo confessar que nem sempre isso é fácil de assimilar, por vezes ouço uma vozinha questionadora lá no fundo; nesses momentos me lembro que devo levar cativo todo pensamento que se opõe à obediência a Cristo (2 Co 10:5).

Paulo reafirma em I Co 11:9: “Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem”. Deus poderia ter feito ao contrário? Ele poderia ter criado a mulher diretamente do pó da terra, como fez com Adão? Sim, mas, em sua sabedoria, preferiu criar primeiramente Adão para então, a partir dele, criar Eva. Tal fato não significa que a vida de uma mulher não tem valor ou sentido à parte do homem, mas que sua missão no mundo não é independente dele. Seja solteira ou casada, a mulher precisa do homem, mas não somente ela.

A Bíblia aponta para o fato de que, existe uma relação de dependência da mulher para com o homem, por outro lado, ela também mostra que existe uma relação de dependência do homem para com a mulher. O apóstolo Paulo acrescenta em 1 Coríntios 11:11: “No Senhor […] nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher”. A discussão acaba nesse ponto, pois um não é independente do outro e qualquer tentativa de desprezo e independência é contrário ao propósito de Deus.

Enquanto o Feminismo investe da independência dos sexos, a Bíblia nos fala da dependência entre eles. Embora Deus tenha criado a mulher a partir do homem, todo homem é nascido de mulher. Aprouve a Ele criar uma relação de complementaridade entre homens e mulheres para que não houvesse qualquer senso de superioridade ou inferioridade.

A Bíblia nos fala de cooperação e não independência, por isso, precisamos reavaliar o que tem moldado nossas mentes.

Ter autonomia financeira não é pecado, sabemos que o trabalho é necessário, ainda mais quando se é solteira, pois, a partir de certa idade ter sua própria renda se torna uma questão essencial. Mas, isso deve sempre ser encarado como uma necessidade e não como um ídolo. Não idolatre a independência, como faz o mundo. Não acredite que sua felicidade e sucesso dependem dela. A verdade é que sua felicidade e sucesso estão condicionadas à sua dependência de Deus. Se você precisa ser uma mulher “independente” para se sentir realizada, algo está errado. O trabalho e os estudos devem ser encarados como um meio para a glória de Deus e não um fim em si mesmo; eles não devem ser encaradoss como meios de autoglorificação.

“Nossos esforços revelam nosso maior tesouro. O que ocupa a nossa mente e afeição revela o nosso maior tesouro” (Heber Campos Jr.)

Não faça do trabalho a sua realização, não creia na mentira do Feminismo de que nós só encontramos identidade, independência, igualdade e realização empregando todas as nossas forças no trabalho. Façamos tudo para a glória de Deus (1 Co 10:33).

A busca frenética pela independência tem dificultado a vida de muitas mulheres cristãs quando elas chegam no casamento. Elas foram ensinadas a crer que a independência é tudo o que elas precisam; que ser dependente de um homem ou trabalhar menos e, consequentemente, receber menos, para poder estar mais presente no lar é uma diminuição do seu valor e da sua capacidade.

Depender de um homem, ser cuidada ou defendida, não é diminuição. É bom contar com o auxílio do homem. Ainda que você seja solteira e financeiramente autônoma, você pode e deve contar com o apoio de figuras masculinas ao longo da vida. Deus outorgou habilidades específicas para cada sexo e à medida que nos relacionamos aprendemos mais sobre quem somos e sobre quem Deus é. Tanto a masculinidade como a feminilidade expressam o ser de Deus de formas muito particulares. Podemos ser independentes e nos limitar à nossa própria visão de mundo ou perceber a imensa sabedoria do Criador revelada por meio dessa dependência e cooperação.

Enquanto o Feminismo nos ensina a pensar egoistamente e buscar uma falsa independência a qualquer custo, as Escrituras nos levam a deixar de lado os nossos interesses pessoais e a pensar nas necessidades do outro (1 Co 13:33).

IGUALDADE

Homens e mulheres são iguais? Sim… e não.

“A igualdade que a Bíblia afirma é que, em termos de valor e dignidade, somos todos iguais; este tipo de igualdade abrange toda a raça humana – homens, mulheres e crianças. Somos todos portadores da imagem de Deus” (Piper e Grudem).  Gênesis 2:18-25 reforça que embora homens e mulheres sejam espiritualmente iguais, eles possuem uma identidade sexual distinta. Essa distinção não é um acidente biológico, ela existe porque Deus deseja que homens e mulheres sejam distintos. “A nossa identidade sexual define quem somos, determina porque estamos aqui e indica como Deus nos chama para servi-Lo”[1]. O fato de possuirmos uma identidade sexual diferente, não é mero acaso, isso permeia todas as facetas do nosso ser. Deus atribuiu papéis distintos conforme a nossa sexualidade. De modo que um não substitui o outro, mas complementa.

Nossas diferenças sexuais apontam nossas diferenças funcionais. Deveria ser óbvio, mas, infelizmente, vivemos em um tempo no qual a razão e a lógica são desprezadas.

O Feminismo afirma que igualdade de valor é equivalente à igualdade de função, se a mulher é igual ao homem, então ambos devem exercer as mesmas funções no lar, na igreja e na sociedade. No entanto, é difícil defender a igualdade sexual com base nas Escrituras; em Gênesis 3:20 Eva é chamada de “mãe de todos os seres viventes”. Tal designação demonstra que ela foi criada para exercer uma função distinta do homem na criação. O fato de macho e fêmea terem sido criados à imagem de Deus “não significa que são intercambiáveis. Um cilindro e uma biela podem ser feitos do mesmo material, ter o mesmo tamanho, peso e preço, mas não podem trocar de papéis”[2].

Ser feito à imagem de Deus e ser homem e mulher são características que se relacionam. A relação de homem e mulher – uma relação de unidade e diferenciação de partes não idênticas, mas iguais da humanidade – reflete, de alguma maneira, a perfeita unidade e diferenciação das pessoas eternas do Deus trino: um só Deus em três pessoas, iguais em divindade e pessoalidade, que amam, agem e se relacionam em perfeita unidade. No entanto, apesar dessa igualdade e unidade, as pessoas divinas não são intercambiáveis; nem são as suas relações ou funções. O Pai é o Pai e não o Filho ou o Espírito. O Filho é o Filho, não o Pai, não o Pai, e assim por diante […] Unidade e diferenciação. Uniformidade e diferença. (Furman e Nielson)

Existe um paradoxo no fato de a mulher ser, dentre todas as criaturas, a única idônea ao homem, o que expressa sua igualdade, e , ainda assim, ser criada como ajudadora do homem, o que expressa sua distinção. O Feminismo tem negado as distinções entre homens e mulheres para afirmar sua igualdade.  A Bíblia afirma a igualdade entre ambos sem negar suas distinções e funções. Não há superioridade ou inferioridade entre o homem e a mulher. Portanto, não há qualquer fundamento bíblico para uma teologia que despreze a mulher e a considere inferior ao homem, pois esta foi criada como igual em valor e dignidade, porém diferente em função.

[1] Piper e Grudem, 1996

[2] Pawson, 1990

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

Continua…

5 formas como o Feminismo tem te intoxicado (2)

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Dentre os diversos aspectos que o Feminismo tem tentado desconstruir, quero pontuar cinco que a meu ver, são os principais.

1. Autoridade da Bíblia

Nas últimas décadas do século XX a teologia cristã passou a ser afetada pela consciência feminista que se desenvolveu a partir da América do Norte. As feministas afirmam que a Bíblia é um livro que não contempla a mulher, pois foi escrita por homens – numa sociedade machista e patriarcal – e, a menos que seja reinterpretada sob uma ótica feminina, ela não deve ser considerada um livro confiável, pois é feita por homens e para homens.

Passou-se a relativizar a Bíblia afirmando-se que boa parte de seus escritos são fruto da cultura da época em que foi escrita. Sendo, portanto, meras questões culturais e não padrões absolutos.

“A Bíblia foi compilada num período quando o patriarcado estava espalhando-se, e seus editores alteraram materiais primitivos para erradicar sinais de um domínio feminino anterior e fazer a supremacia masculina um princípio divino. Assim com a Ilíada e a Eneida, o Antigo Testamento é uma literatura que enfatiza a guerra, o domínio masculino e o assassinato (de inimigos mais do que enfatiza a compaixão e a tolerância). Se ele foi dado por Deus sem erros, então, os seus valores, também dados por Deus, são eternamente corretos. Protestantes evangélicos conservadores usam uma Bíblia inerrante como a maior arma em sua guerra para reter as esferas separadas que garantem o domínio masculino” (FRENCH, 1992, p. 181)

Infelizmente, é assim que muitas feministas veem a Bíblia:, um livro que tem perpetuado a opressão contra a mulher. Sem mais. Pouco importa que elas nunca tenham lido a Bíblia para afirmar isso, isso é o que elas creem e ponto.

  • Paulo, o Machista

Nas últimas décadas, os escritos do apóstolo Paulo relacionados à mulher e ao casamento têm sido classificados como machistas, frutos da mentalidade rabínica. Tem se afirmado que esses escritos foram afetados pelo preconceito que ele nutria em relação às mulheres e, portanto, não foram inspirados por Deus. Essa é uma grave acusação! Mas, não pense que ela vem de feministas seminuas em passeatas, esse tipo de afirmação foi feita por teólogos ditos cristãos[1].

Lamentavelmente, na tentativa de conciliar o conceito moderno de igualdade de gêneros com o conteúdo bíblico, muitos cristãos têm negado a inspiração dos textos bíblicos que contrariam o pensamento moderno ou reinterpretado o seu significado.

Em defesa do apóstolo Paulo: Passagens bíblicas como I Co 11:35 “Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja” e I Tm 2:11 “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão” causam espanto ao pensamento moderno, mas também foram espantosos no tempo em que foram escritos. “As mulheres eram normalmente consideradas menos instruídas que os homens […] Paulo sugere uma solução […] de longo prazo […] elas deviam ser instruídas e ter aulas particulares com os maridos”[2] (HAWTHORNE; MARTIN e REID, 2008, p. 644).

Atualmente a ênfase desses textos é colocada no fato de que Paulo diz que as mulheres não devem falar, entretanto, na época, a ordem de que elas deveriam ser ensinadas, questionar e aprender tinha muito mais significado. Num contexto em que o ensino rabínico privava as mulheres de aprenderem a Torá e terem parte ativa nos cultos religiosos dos judeus, Paulo estava afirmando que a mulher tinha o direito e a capacidade de aprender assim como os homens e que, não obstante, deveria questionar em casa caso houvesse dúvidas a respeito.

As epístolas paulinas também mostram seu reconhecimento e incentivo ao trabalho realizado pelas mulheres no ministério cristão. Ele dedicou elogios às mulheres do que aos homens e não deixou de citá-las em seus agradecimentos. Em Filipos o primeiro grupo evangelizado por Paulo era composto somente por mulheres (cf. At 16:13-15) e, conforme o registro, Lídia, que estava entre elas, se tornou a primeira convertida na Europa e hospedou uma igreja em sua casa.

Enquanto no mundo greco-romano os homens podiam ter várias amantes, sendo as relações sexuais com as esposas desprezadas e o corpo da mulher era visto como objeto de posse do homem, do qual ele poderia fazer uso como lhe aprouvesse, Paulo afirmou em I Co 7:3-5: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao marido. A mulher não tem poder sobre seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, [grifo nosso] o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro […]”.

É evidente que a visão do apóstolo Paulo não era contrária à integridade e dignidade da mulher. Ele não foi machista em seu ensino e sim, bíblico, pois o mesmo ensino visto em Paulo é visto em outras partes das Escrituras.

  • Liderança e submissão: efeitos da Queda

Além de Paulo ser considerado machista, outro aspecto que tem sido atacado é o conceito bíblico de liderança e submissão. Tem se afirmado que submissão foi imposta à mulher como uma consequência do pecado, afirmando-se que a liderança do homem só foi estabelecida por Deus após a Queda. Portanto, uma vez que Cristo veio nos redimir da maldição da Queda, tanto a liderança quanto a submissão foram removidos.

Em defesa da liderança masculina e da submissão feminina: Em Gênesis 1 – 3 temos o relato da Criação e da Queda e lemos que Deus criou o homem primeiramente para reger a criação e em seguida criou a mulher para ser sua auxiliadora, coube a Adão como líder dar nome a todas as criaturas, inclusive à mulher, sua companheira idônea, a quem ele reconheceu como sendo sua contraparte “osso dos meus ossos, carne da minha carne” (Gn 2:23). Deus estabeleceu a liderança do homem e a submissão da mulher antes que houvesse pecado e essa ordem foi mantida apesar dele (Gn 3:9). O relato de Gênesis 3:16 revela que a maldição não criou castigos e sim deturpou as bênçãos de Deus, tornando penoso o que antes era prazeroso (submissão, liderança, maternidade, trabalho, etc).

  • Submissão, sinônimo inferioridade

Desde quando a submissão se tornou um problema? Desde que passou a ser considerada sinônimo de inferioridade. Tem se afirmado que a submissão – que é um ensinamento bíblico – parte do pressuposto de que a mulher é inferior ao homem, mas, quem estabeleceu que submissão implica em inferioridade não foi a Bíblia e sim esse pensamento tóxico resultante do pecado.

Em defesa da submissão: O conceito bíblico de submissão não está relacionado à inferioridade. Desde Gênesis, a igualdade essencial da mulher em relação ao homem é afirmada (Gn 1:26,27; 2:18,23). A Bíblia concilia tranquilamente os conceitos de submissão, igualdade de valor e diferença de função. Cristo é o nosso maior exemplo de SUBMISSÃO, sendo Ele igual ao Pai, se submeteu ciente de que seu papel era distinto.

A submissão é um princípio presente em toda a Criação de Deus (1 Co 15:27; Cl 1:15-16), no Corpo de Cristo (1 Co 12:12-27) e também no casamento (Ef 5:22-33; Cl 3:18), é por meio dela que a ordem de Deus é estabelecida no mundo.

Assim como a atribuição de liderança não torna o homem superior, a submissão não torna a mulher inferior, pois o valor de ambos não está baseado naquilo que fazem, mas naquilo que são

  • Submissão mútua

A fim de estabelecer uma amizade com o mundo, a saída encontrada por alguns cristãos modernos tem sido reinterpretar algumas passagens bíblicas. Já que falar de submissão feminina é machismo, que tal adequar e falar de submissão mútua? Muitos, influenciados pelas ideias feministas têm afirmado que marido e esposa devem se submeter mutuamente. Eles desconstroem passagens como Efésios 5:21,22 e afirmam que a submissão mútua é um ensino bíblico. A submissão mútua se tornou a versão “cristã” da busca pela igualdade de gêneros.

Em defesa da submissão feminina: o desejo de descontruir é tão grande que os defensores da submissão mútua sequer se dão ao trabalho de considerar o texto de Efésios 5:22-31, onde Paulo explica o porquê a mulher, e não o homem, deve se submeter no casamento: em sua união eles representam a união entre Cristo e a Igreja, sendo Cristo, que lidera, representado pelo homem e a Igreja, que se submete, representada pela mulher. Se admitirmos que a submissão mútua é bíblica, consequentemente afirmamos que, assim como a Igreja está submissa Cristo, Cristo está submisso a Igreja! Sabemos que isso seria um absurdo. Não existe submissão mútua, pois, sempre terá que haver um líder.

Apesar de ser alvo de tantas acusações e distorções, a Bíblia é uma fonte de autoridade confiável? SIM, pois ela é pura e simplesmente a Palavra de Deus. Mesmo tendo sido escrita por homens, ela não contém erros, pois foi inspirada por Deus (2 Tm 3:16). Toda a Bíblia é a Palavra de Deus e, a menos que afirmemos que Deus falha, ela é infalível; a menos que afirmemos que Deus muda, ela é imutável.

Embora tenha sido escrita em determinado período da História, o desígnio de Deus não mudou, a Palavra de Deus é a mesma para todas as gerações. Ainda que certos conceitos sejam contrários ao pensamento moderno, não é a Escritura que deve se justificar e se dobrar a ele, pelo contrário, se o pensamento moderno é inconsistente com a Bíblia, é ele que deve ser questionado e reavaliado.

A soberania Divina está acima das limitações humanas e a mulher que crê em Deus deve estar convicta de que a Palavra de Deus é uma fonte confiável para conhecer a Deus e a si mesmo. Que o Senhor nos ajude a permanecer fiéis à Sua Palavra nesse tempo de incredulidade.

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

[1] Neste caso, me referi a Paul Jewett e Rosemary Radford Ruether.

[2] Cf. I Co 14:35.

5 formas como o Feminismo tem te intoxicado (1)

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Por que precisamos falar sobre Feminilidade Bíblica?

Há uma semana participei do “Ciclo de estudos sobre Cosmovisão Cristã” na 2ª IPB de Marília, onde falei sobre feminilidade bíblica. Falar sobre Feminilidade é sempre um grande desafio, mas é também uma oportunidade ímpar.  Você já deve ter se dado conta de que esse tem sido um tema recorrente no meio cristão e graças a Deus, as mulheres têm sido amplamente equipadas com bons materiais sobre este assunto. Fico imensamente feliz em ver que as igrejas têm se preocupado em abordar assuntos relacionados a Feminilidade Bíblica. Mas, por que precisamos falar sobre feminilidade bíblica? Para responder a essa pergunta, precisamos avaliar o meio em que vivemos.

Em seu livro Feminilidade Radical, a Carolyn McCulley afirma que nós somos uma geração que convive com a poeira radioativa de uma mudança sísmica. Geralmente quando um fenômeno assim ocorre, os efeitos são sentidos à longo prazo na saúde e na qualidade de vida da população afetada. Essa mudança prejudicial é silenciosa e gradativa, porém tragicamente prejudicial. A mudança sísmica que nós enfrentamos é o Feminismo. Há algumas décadas a bomba feminista estourou e fez um estrondo, depois as coisas foram se acalmando, parecia até que o Feminismo havia morrido, mas, na realidade, ele estava criando raízes. Havia sido dada a largada para as profundas mudanças sociais que se seguiriam, mudanças estas que hoje eu, com meus vinte seis anos, consigo perceber, mas foram anos até que eu me desse conta disso.

Nós convivemos e aspiramos diariamente as toxinas do Feminismo, isso é tão natural que nem sempre percebemos; inconscientemente, nossa mentalidade foi moldada e condicionada a pensar de determinada forma; o Feminismo tem se tornado o status quo em nossa sociedade e nós precisamos sobreviver a esse pensamento tóxico. O primeiro passo para isso é perceber e reconhecer como temos sido influenciadas por ele.

 Será que não existem outros assuntos pertinentes para a mulher? 

Sim, existem, a Teologia é útil para todo o cristão e a maior necessidade da nossa alma é conhecer a Deus, isso deve ser buscado por meio do estudo da Palavra e todos os aspectos que a envolvem, seja numa sala de seminário ou num cômodo de sua casa. Certamente há uma imensidão de assuntos a respeito dos quais podemos e devemos ler e estudar. Há toda uma Teologia pronta para ser aprendida e devemos nutrir profundo interesse por isso, meu desejo é e sempre será para que haja mais mulheres na Teologia e mais Teologia nas mulheres.

Precisamos falar sobre Feminilidade porque ela é parte da nossa Teologia. Como disse Elisabeth Elliot: “O fato de ser mulher, não me torna um tipo diferente de cristã. Mas, o fato de ser cristã, me faz um tipo diferente de mulher”.

“Mais de quarenta anos após o início da ‘liberação das mulheres’, entendidos dizem que nós hoje vivemos numa era pós-feminista. O feminismo é o padrão. Nós o respiramos, pensamos nele, assistimos a ele, o lemos. Quando um conceito permeia tão amplamente uma cultura, é difícil dar um passo atrás e vê-lo operando. O feminismo alterou profundamente o conceito em nossa cultura do que significa ser uma mulher.”

Nós aspiramos o Feminismo todos os dias, ele é tão parte daquilo que conhecemos e aprendemos que nem sempre conseguimos perceber o quão presente ele está em nossa cultura e o quanto influencia nossos pressupostos e conclusões. Mesmo nós, cristãs, que rejeitamos o rótulo “feminista”, temos absorvido inconscientemente muito de suas ideias, “como a água está para o peixe, o feminismo está para o mundo em que vivemos! Ele está em toda parte ao nosso redor.” (Carolyn McCulley)

Uma vez que temos vivido em um ambiente tão intoxicado pelo pensamento feminista, é indispensável que falemos sobre Feminilidade Bíblica, pois esse é um meio de desintoxicação. A repetição é um meio didático muito eficiente, nós somos assediadas a todo momento por pensamentos feministas, por isso, em contrapartida, precisamos ouvir continuamente o que a Bíblia tem a dizer sobre feminilidade. Fomos doutrinadas pelo Feminismo, talvez até mesmo dentro de casa, ouvindo nossas mães e tias dizendo coisas como: “Trabalhe para não depender de homem” ou “Menina, estude para ser alguém na vida”. Precisamos falar sobre feminilidade bíblica porque temos aspirado essa poeira tóxica ao longo dos anos e ela tem nos afetado enquanto mulheres e enquanto cristãs.

Quando eu nasci, o Feminismo já havia deturpado o sentido da verdadeira feminilidade e se não fosse a influência firme e bíblica da minha mãe, talvez hoje eu fosse feminista. Deus foi misericordioso, apesar disso, creio que cada uma de nós carrega em si um pouco de feminismo, daquele feminismo que começou lá no jardim do Éden. Por isso, o caminho para a “desconstrução” requer tamanho empenho e repetição.

O Feminismo está no ar e nós não podemos sair por aí sem uma máscara protetora – devemos blindar a nossa mente levando cativo todo pensamento que se opõe à obediência a Cristo (2 Co 10:5) – a Palavra de Deus é essa “máscara” que nos mantém incontaminados do mundo.

Esse texto não é para feministas, é para mulheres cristãs, como eu e você, que repudiam o rótulo feminista, amam ao Senhor, mas que ingenuamente andaram durante anos por essas ruas sem máscara e agora estão se dando conta do quanto o Feminismo influenciou sua saúde mental e emocional. Todas nós carregamos no pulmão um pouco de poluição feminista, por isso precisamos falar sobre Feminilidade Bíblica. Que Deus nos ajude a reluzir nesse mundo de trevas.

Continua…

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

Jonathan & Sarah Edwards.

Ultimamente, tenho buscado conhecer um pouco da vida doméstica de alguns homens e mulheres de Deus que fazem parte da nossa história e aprendido como as elas desempenharam seu papel de auxiliadora. Quero compartilhar com vocês algumas delas

Sarah Pierrepont nasceu em 9 de julho de 1710. Sua família vivia no presbitério de New Haven, Connecticut, onde seu pai, James, era pastor. Ele foi um dos fundadores do Yale College e uma autoridade proeminente na igreja da Nova Inglaterra. A mãe de Sarah foi Mary Hooker, cujo bisavô, foi um dos fundadores de Connecticut. Como filha de uma das famílias mais distintas de Connecticut, Sarah teve a melhor educação que uma mulher daquele tempo poderia receber. Aperfeiçoou-se nas habilidades refinadas da sociedade. As pessoas que a conheciam mencionavam sua beleza e sua maneira de fazer as pessoas se sentirem bem.

Diferentemente dela, Jonathan Edwards, seu futuro marido, era introvertido, tímido, inquieto e de pouco falar. Iniciou seus estudos na faculdade aos treze anos e formou-se como orador oficial. Comia pouco naquele tempo de mesas fartas, e não era inclinado à bebida. Era alto, desajeitado e muito esquisito. Faltava-lhe cordialidade. Ele escreveu em seu diário: “Uma virtude que necessito em mais alto grau é a gentileza. Se eu tivesse um ar mais gentil, seria muito melhor”.

Em 1723, aos dezenove anos, Jonathan se formou em Yale, e foi pastor em Nova York, por um ano. Quando terminou seu período de pastorado naquela igreja, começou a trabalhar como professor em Yale e voltou para New Haven, onde Sarah Pierrepont morava.  É possível que Jonathan já a tivesse conhecido três ou quatro anos antes, quando estudara em Yale.

Enquanto Sarah crescia e Jonathan tornava-se, de certa forma, mais gentil, eles começaram a passar mais tempo juntos. Gostavam de conversar e caminhar juntos; e ele aparentemente encontrou nela uma mente que combinava com sua beleza. De fato, ela lhe apresentou um livro de Peter van Mastricht, o qual mais tarde muito influenciou o pensamento de Jonathan. Eles ficaram noivos na primavera de 1725.

Jonathan era um homem cuja natureza enfrentaria incertezas, tanto em seus pensamentos quanto em sua teologia, como se tais incertezas lhe causassem grande tensão física. Além disso, os anos que teve de esperar até que Sarah tivesse idade para casar trouxeram-lhe pressão ainda maior. Provavelmente seus sentimentos por Sarah fizeram com que Jonathan temesse pecar por pensamentos. Em seu esforço por manter-se puro, fez a seguinte resolução: “Quando sou violentamente atacado por uma tentação, ou não consigo livrar-me de pensamentos impuros, decido fazer alguma operação aritmética ou de geometria, ou algum outro estudo, que necessariamente envolva toda a minha mente e a impeça de ficar vagueando”.

Jonathan Edwards e Sarah Pierrepont se casaram, finalmente, em 28 de julho de 1727. Ela tinha dezessete anos, e ele, vinte e quatro. Quando Sarah iniciou seu papel de esposa, deu a Jonathan liberdade para buscar os combates filosóficos, científicos e teológicos que fizeram dele o homem que nós honramos. Edwards era um homem a quem as pessoas reagiam. Era diferente, intenso. Sua força moral era uma ameaça às pessoas inclinadas ao rotineiro [..] era um pensador que mantinha ideias em sua mente, ponderando-as, separando-as, juntando-as a outras ideias e testando-as contra outras partes da verdade de Deus. Tal homem alcança o auge quando as ideias separadas juntam-se numa verdade maior. Mas, também é o tipo de homem que pode encontrar-se em covas profundas no caminho à verdade.

Não é fácil viver com um homem assim. Mas Sarah encontrou meios de construir um lar feliz para ele. Ela o assegurou de seu amor constante e criou uma atmosfera e uma rotina, nas quais ele gozava da liberdade para pensar. Ela entendia que, quando ele estava absorto em um pensamento, não queria ser interrompido para jantar. Compreendia que as sensações de alegria ou tristeza eram intensas. Edwards escreveu: “Frequentemente, tenho visões muito comoventes de minha própria pecaminosidade e perversidade, a ponto de me levar a um choro alto… que sempre me força a ficar a sós”.

A cidade conhecia um homem sereno. Sarah conhecia as tempestades que existiam dentro dele. Ela conhecia Jonathan na intimidade do lar.

Portanto, a vida no lar dos Edwards era moldada, em sua maior parte, pelo chamado de Jonathan.

~ Retirado do livro “Mulheres fiéis e seu Deus maravilhoso”, Noël Piper, ed. Fiel (adaptado).

Todavia, vós me roubais.

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“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos?” (Malaquias 3:8)

Este versículo me veio à mente enquanto lia um post da Isa Cavalcante sobre “superficialidade, virtualidade e vida cristã”, um texto certeiro falando sobre como sem perceber reduzimos nossa vida espiritual à mero conteúdo virtual, respostas de pastores, pregações, devocionais compartilhados nas redes sociais; e, com isso, deixamos de nos aprofundar, de buscar por nós mesmos o alimento e dedicar tempo útil ao nosso relacionamento com o Senhor.

O povo de Israel questionava “em que temos te roubado, oh Senhor?”, eles estavam tão cegos que não conseguiam perceber onde estavam errando. A vida espiritual deles estava um caos, mas eles não podiam ver onde haviam chegado. Foi necessário que, através do profeta Malaquias Deus os advertisse: vocês estão deixando de dedicar a mim aquilo que eu instituí: os dízimos e as ofertas. As primeiras coisas daquilo que eu mesmo tenho vos concedido. Meu é o vosso fruto.

Mas, o que esse versículo tem a ver com o texto da Isa e como ele pode ser aplicado ao nosso contexto virtual?

“Roubará o homem a Deus?”

Essa pergunta ecoou na minha mente e continua martelando como uma forte repreensão.

“Roubará o homem a Deus?”

“Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos?”

A pergunta: “Em que te roubamos?” revela como podemos nos tornar insensíveis à nossa real condição, aos nossos erros e faltas para com Deus. Eu não creio que eles ficassem ali maquinando algo como: “estou pensando seriamente em roubar a Deus”. Provavelmente, não. Era uma necessidade que surgia aqui, uma urgência ali, um desejo acolá, e aos poucos Deus ia deixando de ser prioridade.

Talvez eles pensassem algo como: “Ah, mas, nós já fazemos tantas coisas para Deus: oferecemos os nossos sacrifícios, seguimos os rituais.. se deixarmos de observar esse mandamento, uma vez ou outra, não fará diferença. Afinal, é só um dia, uma semana, um mês, um ano…” 
Foi só hoje que eu deixei de orar por que acordei olhando as notificações do celular, foi só hoje que eu não li a Bíblia para poder postar uma mensagem edificante no Facebook e interagir com alguns irmãos em Cristo, foi só hoje, foi só essa semana… Deus compreende que eu preciso responder esse áudio bem agora…

E a pergunta ecoa mais uma vez:

“Roubará o homem a Deus?”

No que temos te roubado, oh Senhor?
Não posso responder por todos, mas posso responder por mim: no tempo e na atenção.
No tempo, porque nem sempre tenho dedicado um tempo honesto de oração, meditação, leitura e estudo da Palavra. Na atenção, porque mesmo quando “dedico”, estou pensando nas mil coisas que preciso fazer, estou atenta às notificações do celular, me lembro do e-mail que preciso responder, do trabalho que preciso entregar, daquele texto que preciso ler, aquele conselho que prometi dar.
Céus!

O que está havendo comigo? Por que não consigo me concentrar? Por que não dou conta de nada?!

Ironicamente, percebo que quanto menos tempo dedico ao Senhor (orando, meditando em Sua Palavra), menos sabedoria tenho para lidar com o restante do tempo e quando me dou conta, ele se foi. Mais um dia se passou, mais coisas deixei de fazer, mais uma tarefa se acumulou.
Céus!

Roubamos a Deus, mas Ele não perde nada, nós é quem perdemos, e muito. Irônico, não?!

Por vezes, pensamos estar ganhando tempo ao deixar de dedicá-lo a Deus. Mas, no fim das contas, ao longo do dia perdemos horas preciosas com coisas tão inúteis… Na verdade, a questão não é falta de tempo para orar e sim falta de amor e devoção a Deus.

Isso é pra mim!

À medida que me deixo consumir pelo virtual, deixo de aplicar Eclesiastes 3 à minha rotina: Há um tempo para todas as coisas debaixo do céu e essas coisas precisam ser vividas no momento em que estão acontecendo. Se estou lendo é preciso que eu viva esse momento de leitura. Se estou conversando com a alguém pessoalmente (ou, até mesmo, virtualmente) é preciso que eu viva esse momento e me concentre nessa atividade. As nossas múltiplas conexões nem sempre nos permitem isso. E isso afeta até mesmo a nossa relação com Deus.

Quem nunca se pegou conversando com várias pessoas ao mesmo tempo sem dar atenção exclusiva àquele amigo do outro lado da tela? Quem nunca se pegou olhando a última notificação do Facebook enquanto conversava com alguém?
Isso é sério e preocupante. Mais ainda quando se volta para nossa relação com Deus.

Talvez aquela amiga não saiba que eu estou distraída com outras coisas enquanto falo com ela, mas Deus sabe quando minhas orações não passam de vãs repetições e meu coração e pensamentos não estão concentrados ali.

E, de quem é a culpa?
Das redes sociais? Dos grupos no whatsapp? Do Instagram? Dos trabalhos? Não, não e não. O problema não está fora e sim dentro.

Talvez eu não saiba no que tenho roubado a Deus, mas Ele sabe e Sua repreensão é para os nossos dias:

“Todavia, vós me roubais”