5 formas como o Feminismo tem te intoxicado (2)

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Dentre os diversos aspectos que o Feminismo tem tentado desconstruir, quero pontuar cinco que a meu ver, são os principais.

1. Autoridade da Bíblia

Nas últimas décadas do século XX a teologia cristã passou a ser afetada pela consciência feminista que se desenvolveu a partir da América do Norte. As feministas afirmam que a Bíblia é um livro que não contempla a mulher, pois foi escrita por homens – numa sociedade machista e patriarcal – e, a menos que seja reinterpretada sob uma ótica feminina, ela não deve ser considerada um livro confiável, pois é feita por homens e para homens.

Passou-se a relativizar a Bíblia afirmando-se que boa parte de seus escritos são fruto da cultura da época em que foi escrita. Sendo, portanto, meras questões culturais e não padrões absolutos.

“A Bíblia foi compilada num período quando o patriarcado estava espalhando-se, e seus editores alteraram materiais primitivos para erradicar sinais de um domínio feminino anterior e fazer a supremacia masculina um princípio divino. Assim com a Ilíada e a Eneida, o Antigo Testamento é uma literatura que enfatiza a guerra, o domínio masculino e o assassinato (de inimigos mais do que enfatiza a compaixão e a tolerância). Se ele foi dado por Deus sem erros, então, os seus valores, também dados por Deus, são eternamente corretos. Protestantes evangélicos conservadores usam uma Bíblia inerrante como a maior arma em sua guerra para reter as esferas separadas que garantem o domínio masculino” (FRENCH, 1992, p. 181)

Infelizmente, é assim que muitas feministas veem a Bíblia:, um livro que tem perpetuado a opressão contra a mulher. Sem mais. Pouco importa que elas nunca tenham lido a Bíblia para afirmar isso, isso é o que elas creem e ponto.

  • Paulo, o Machista

Nas últimas décadas, os escritos do apóstolo Paulo relacionados à mulher e ao casamento têm sido classificados como machistas, frutos da mentalidade rabínica. Tem se afirmado que esses escritos foram afetados pelo preconceito que ele nutria em relação às mulheres e, portanto, não foram inspirados por Deus. Essa é uma grave acusação! Mas, não pense que ela vem de feministas seminuas em passeatas, esse tipo de afirmação foi feita por teólogos ditos cristãos[1].

Lamentavelmente, na tentativa de conciliar o conceito moderno de igualdade de gêneros com o conteúdo bíblico, muitos cristãos têm negado a inspiração dos textos bíblicos que contrariam o pensamento moderno ou reinterpretado o seu significado.

Em defesa do apóstolo Paulo: Passagens bíblicas como I Co 11:35 “Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seu próprio marido; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja” e I Tm 2:11 “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão” causam espanto ao pensamento moderno, mas também foram espantosos no tempo em que foram escritos. “As mulheres eram normalmente consideradas menos instruídas que os homens […] Paulo sugere uma solução […] de longo prazo […] elas deviam ser instruídas e ter aulas particulares com os maridos”[2] (HAWTHORNE; MARTIN e REID, 2008, p. 644).

Atualmente a ênfase desses textos é colocada no fato de que Paulo diz que as mulheres não devem falar, entretanto, na época, a ordem de que elas deveriam ser ensinadas, questionar e aprender tinha muito mais significado. Num contexto em que o ensino rabínico privava as mulheres de aprenderem a Torá e terem parte ativa nos cultos religiosos dos judeus, Paulo estava afirmando que a mulher tinha o direito e a capacidade de aprender assim como os homens e que, não obstante, deveria questionar em casa caso houvesse dúvidas a respeito.

As epístolas paulinas também mostram seu reconhecimento e incentivo ao trabalho realizado pelas mulheres no ministério cristão. Ele dedicou elogios às mulheres do que aos homens e não deixou de citá-las em seus agradecimentos. Em Filipos o primeiro grupo evangelizado por Paulo era composto somente por mulheres (cf. At 16:13-15) e, conforme o registro, Lídia, que estava entre elas, se tornou a primeira convertida na Europa e hospedou uma igreja em sua casa.

Enquanto no mundo greco-romano os homens podiam ter várias amantes, sendo as relações sexuais com as esposas desprezadas e o corpo da mulher era visto como objeto de posse do homem, do qual ele poderia fazer uso como lhe aprouvesse, Paulo afirmou em I Co 7:3-5: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao marido. A mulher não tem poder sobre seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, [grifo nosso] o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro […]”.

É evidente que a visão do apóstolo Paulo não era contrária à integridade e dignidade da mulher. Ele não foi machista em seu ensino e sim, bíblico, pois o mesmo ensino visto em Paulo é visto em outras partes das Escrituras.

  • Liderança e submissão: efeitos da Queda

Além de Paulo ser considerado machista, outro aspecto que tem sido atacado é o conceito bíblico de liderança e submissão. Tem se afirmado que submissão foi imposta à mulher como uma consequência do pecado, afirmando-se que a liderança do homem só foi estabelecida por Deus após a Queda. Portanto, uma vez que Cristo veio nos redimir da maldição da Queda, tanto a liderança quanto a submissão foram removidos.

Em defesa da liderança masculina e da submissão feminina: Em Gênesis 1 – 3 temos o relato da Criação e da Queda e lemos que Deus criou o homem primeiramente para reger a criação e em seguida criou a mulher para ser sua auxiliadora, coube a Adão como líder dar nome a todas as criaturas, inclusive à mulher, sua companheira idônea, a quem ele reconheceu como sendo sua contraparte “osso dos meus ossos, carne da minha carne” (Gn 2:23). Deus estabeleceu a liderança do homem e a submissão da mulher antes que houvesse pecado e essa ordem foi mantida apesar dele (Gn 3:9). O relato de Gênesis 3:16 revela que a maldição não criou castigos e sim deturpou as bênçãos de Deus, tornando penoso o que antes era prazeroso (submissão, liderança, maternidade, trabalho, etc).

  • Submissão, sinônimo inferioridade

Desde quando a submissão se tornou um problema? Desde que passou a ser considerada sinônimo de inferioridade. Tem se afirmado que a submissão – que é um ensinamento bíblico – parte do pressuposto de que a mulher é inferior ao homem, mas, quem estabeleceu que submissão implica em inferioridade não foi a Bíblia e sim esse pensamento tóxico resultante do pecado.

Em defesa da submissão: O conceito bíblico de submissão não está relacionado à inferioridade. Desde Gênesis, a igualdade essencial da mulher em relação ao homem é afirmada (Gn 1:26,27; 2:18,23). A Bíblia concilia tranquilamente os conceitos de submissão, igualdade de valor e diferença de função. Cristo é o nosso maior exemplo de SUBMISSÃO, sendo Ele igual ao Pai, se submeteu ciente de que seu papel era distinto.

A submissão é um princípio presente em toda a Criação de Deus (1 Co 15:27; Cl 1:15-16), no Corpo de Cristo (1 Co 12:12-27) e também no casamento (Ef 5:22-33; Cl 3:18), é por meio dela que a ordem de Deus é estabelecida no mundo.

Assim como a atribuição de liderança não torna o homem superior, a submissão não torna a mulher inferior, pois o valor de ambos não está baseado naquilo que fazem, mas naquilo que são

  • Submissão mútua

A fim de estabelecer uma amizade com o mundo, a saída encontrada por alguns cristãos modernos tem sido reinterpretar algumas passagens bíblicas. Já que falar de submissão feminina é machismo, que tal adequar e falar de submissão mútua? Muitos, influenciados pelas ideias feministas têm afirmado que marido e esposa devem se submeter mutuamente. Eles desconstroem passagens como Efésios 5:21,22 e afirmam que a submissão mútua é um ensino bíblico. A submissão mútua se tornou a versão “cristã” da busca pela igualdade de gêneros.

Em defesa da submissão feminina: o desejo de descontruir é tão grande que os defensores da submissão mútua sequer se dão ao trabalho de considerar o texto de Efésios 5:22-31, onde Paulo explica o porquê a mulher, e não o homem, deve se submeter no casamento: em sua união eles representam a união entre Cristo e a Igreja, sendo Cristo, que lidera, representado pelo homem e a Igreja, que se submete, representada pela mulher. Se admitirmos que a submissão mútua é bíblica, consequentemente afirmamos que, assim como a Igreja está submissa Cristo, Cristo está submisso a Igreja! Sabemos que isso seria um absurdo. Não existe submissão mútua, pois, sempre terá que haver um líder.

Apesar de ser alvo de tantas acusações e distorções, a Bíblia é uma fonte de autoridade confiável? SIM, pois ela é pura e simplesmente a Palavra de Deus. Mesmo tendo sido escrita por homens, ela não contém erros, pois foi inspirada por Deus (2 Tm 3:16). Toda a Bíblia é a Palavra de Deus e, a menos que afirmemos que Deus falha, ela é infalível; a menos que afirmemos que Deus muda, ela é imutável.

Embora tenha sido escrita em determinado período da História, o desígnio de Deus não mudou, a Palavra de Deus é a mesma para todas as gerações. Ainda que certos conceitos sejam contrários ao pensamento moderno, não é a Escritura que deve se justificar e se dobrar a ele, pelo contrário, se o pensamento moderno é inconsistente com a Bíblia, é ele que deve ser questionado e reavaliado.

A soberania Divina está acima das limitações humanas e a mulher que crê em Deus deve estar convicta de que a Palavra de Deus é uma fonte confiável para conhecer a Deus e a si mesmo. Que o Senhor nos ajude a permanecer fiéis à Sua Palavra nesse tempo de incredulidade.

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

[1] Neste caso, me referi a Paul Jewett e Rosemary Radford Ruether.

[2] Cf. I Co 14:35.

5 formas como o Feminismo tem te intoxicado (1)

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Por que precisamos falar sobre Feminilidade Bíblica?

Há uma semana participei do “Ciclo de estudos sobre Cosmovisão Cristã” na 2ª IPB de Marília, onde falei sobre feminilidade bíblica. Falar sobre Feminilidade é sempre um grande desafio, mas é também uma oportunidade ímpar.  Você já deve ter se dado conta de que esse tem sido um tema recorrente no meio cristão e graças a Deus, as mulheres têm sido amplamente equipadas com bons materiais sobre este assunto. Fico imensamente feliz em ver que as igrejas têm se preocupado em abordar assuntos relacionados a Feminilidade Bíblica. Mas, por que precisamos falar sobre feminilidade bíblica? Para responder a essa pergunta, precisamos avaliar o meio em que vivemos.

Em seu livro Feminilidade Radical, a Carolyn McCulley afirma que nós somos uma geração que convive com a poeira radioativa de uma mudança sísmica. Geralmente quando um fenômeno assim ocorre, os efeitos são sentidos à longo prazo na saúde e na qualidade de vida da população afetada. Essa mudança prejudicial é silenciosa e gradativa, porém tragicamente prejudicial. A mudança sísmica que nós enfrentamos é o Feminismo. Há algumas décadas a bomba feminista estourou e fez um estrondo, depois as coisas foram se acalmando, parecia até que o Feminismo havia morrido, mas, na realidade, ele estava criando raízes. Havia sido dada a largada para as profundas mudanças sociais que se seguiriam, mudanças estas que hoje eu, com meus vinte seis anos, consigo perceber, mas foram anos até que eu me desse conta disso.

Nós convivemos e aspiramos diariamente as toxinas do Feminismo, isso é tão natural que nem sempre percebemos; inconscientemente, nossa mentalidade foi moldada e condicionada a pensar de determinada forma; o Feminismo tem se tornado o status quo em nossa sociedade e nós precisamos sobreviver a esse pensamento tóxico. O primeiro passo para isso é perceber e reconhecer como temos sido influenciadas por ele.

 Será que não existem outros assuntos pertinentes para a mulher? 

Sim, existem, a Teologia é útil para todo o cristão e a maior necessidade da nossa alma é conhecer a Deus, isso deve ser buscado por meio do estudo da Palavra e todos os aspectos que a envolvem, seja numa sala de seminário ou num cômodo de sua casa. Certamente há uma imensidão de assuntos a respeito dos quais podemos e devemos ler e estudar. Há toda uma Teologia pronta para ser aprendida e devemos nutrir profundo interesse por isso, meu desejo é e sempre será para que haja mais mulheres na Teologia e mais Teologia nas mulheres.

Precisamos falar sobre Feminilidade porque ela é parte da nossa Teologia. Como disse Elisabeth Elliot: “O fato de ser mulher, não me torna um tipo diferente de cristã. Mas, o fato de ser cristã, me faz um tipo diferente de mulher”.

“Mais de quarenta anos após o início da ‘liberação das mulheres’, entendidos dizem que nós hoje vivemos numa era pós-feminista. O feminismo é o padrão. Nós o respiramos, pensamos nele, assistimos a ele, o lemos. Quando um conceito permeia tão amplamente uma cultura, é difícil dar um passo atrás e vê-lo operando. O feminismo alterou profundamente o conceito em nossa cultura do que significa ser uma mulher.”

Nós aspiramos o Feminismo todos os dias, ele é tão parte daquilo que conhecemos e aprendemos que nem sempre conseguimos perceber o quão presente ele está em nossa cultura e o quanto influencia nossos pressupostos e conclusões. Mesmo nós, cristãs, que rejeitamos o rótulo “feminista”, temos absorvido inconscientemente muito de suas ideias, “como a água está para o peixe, o feminismo está para o mundo em que vivemos! Ele está em toda parte ao nosso redor.” (Carolyn McCulley)

Uma vez que temos vivido em um ambiente tão intoxicado pelo pensamento feminista, é indispensável que falemos sobre Feminilidade Bíblica, pois esse é um meio de desintoxicação. A repetição é um meio didático muito eficiente, nós somos assediadas a todo momento por pensamentos feministas, por isso, em contrapartida, precisamos ouvir continuamente o que a Bíblia tem a dizer sobre feminilidade. Fomos doutrinadas pelo Feminismo, talvez até mesmo dentro de casa, ouvindo nossas mães e tias dizendo coisas como: “Trabalhe para não depender de homem” ou “Menina, estude para ser alguém na vida”. Precisamos falar sobre feminilidade bíblica porque temos aspirado essa poeira tóxica ao longo dos anos e ela tem nos afetado enquanto mulheres e enquanto cristãs.

Quando eu nasci, o Feminismo já havia deturpado o sentido da verdadeira feminilidade e se não fosse a influência firme e bíblica da minha mãe, talvez hoje eu fosse feminista. Deus foi misericordioso, apesar disso, creio que cada uma de nós carrega em si um pouco de feminismo, daquele feminismo que começou lá no jardim do Éden. Por isso, o caminho para a “desconstrução” requer tamanho empenho e repetição.

O Feminismo está no ar e nós não podemos sair por aí sem uma máscara protetora – devemos blindar a nossa mente levando cativo todo pensamento que se opõe à obediência a Cristo (2 Co 10:5) – a Palavra de Deus é essa “máscara” que nos mantém incontaminados do mundo.

Esse texto não é para feministas, é para mulheres cristãs, como eu e você, que repudiam o rótulo feminista, amam ao Senhor, mas que ingenuamente andaram durante anos por essas ruas sem máscara e agora estão se dando conta do quanto o Feminismo influenciou sua saúde mental e emocional. Todas nós carregamos no pulmão um pouco de poluição feminista, por isso precisamos falar sobre Feminilidade Bíblica. Que Deus nos ajude a reluzir nesse mundo de trevas.

Continua…

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

Jonathan & Sarah Edwards.

Ultimamente, tenho buscado conhecer um pouco da vida doméstica de alguns homens e mulheres de Deus que fazem parte da nossa história e aprendido como as elas desempenharam seu papel de auxiliadora. Quero compartilhar com vocês algumas delas

Sarah Pierrepont nasceu em 9 de julho de 1710. Sua família vivia no presbitério de New Haven, Connecticut, onde seu pai, James, era pastor. Ele foi um dos fundadores do Yale College e uma autoridade proeminente na igreja da Nova Inglaterra. A mãe de Sarah foi Mary Hooker, cujo bisavô, foi um dos fundadores de Connecticut. Como filha de uma das famílias mais distintas de Connecticut, Sarah teve a melhor educação que uma mulher daquele tempo poderia receber. Aperfeiçoou-se nas habilidades refinadas da sociedade. As pessoas que a conheciam mencionavam sua beleza e sua maneira de fazer as pessoas se sentirem bem.

Diferentemente dela, Jonathan Edwards, seu futuro marido, era introvertido, tímido, inquieto e de pouco falar. Iniciou seus estudos na faculdade aos treze anos e formou-se como orador oficial. Comia pouco naquele tempo de mesas fartas, e não era inclinado à bebida. Era alto, desajeitado e muito esquisito. Faltava-lhe cordialidade. Ele escreveu em seu diário: “Uma virtude que necessito em mais alto grau é a gentileza. Se eu tivesse um ar mais gentil, seria muito melhor”.

Em 1723, aos dezenove anos, Jonathan se formou em Yale, e foi pastor em Nova York, por um ano. Quando terminou seu período de pastorado naquela igreja, começou a trabalhar como professor em Yale e voltou para New Haven, onde Sarah Pierrepont morava.  É possível que Jonathan já a tivesse conhecido três ou quatro anos antes, quando estudara em Yale.

Enquanto Sarah crescia e Jonathan tornava-se, de certa forma, mais gentil, eles começaram a passar mais tempo juntos. Gostavam de conversar e caminhar juntos; e ele aparentemente encontrou nela uma mente que combinava com sua beleza. De fato, ela lhe apresentou um livro de Peter van Mastricht, o qual mais tarde muito influenciou o pensamento de Jonathan. Eles ficaram noivos na primavera de 1725.

Jonathan era um homem cuja natureza enfrentaria incertezas, tanto em seus pensamentos quanto em sua teologia, como se tais incertezas lhe causassem grande tensão física. Além disso, os anos que teve de esperar até que Sarah tivesse idade para casar trouxeram-lhe pressão ainda maior. Provavelmente seus sentimentos por Sarah fizeram com que Jonathan temesse pecar por pensamentos. Em seu esforço por manter-se puro, fez a seguinte resolução: “Quando sou violentamente atacado por uma tentação, ou não consigo livrar-me de pensamentos impuros, decido fazer alguma operação aritmética ou de geometria, ou algum outro estudo, que necessariamente envolva toda a minha mente e a impeça de ficar vagueando”.

Jonathan Edwards e Sarah Pierrepont se casaram, finalmente, em 28 de julho de 1727. Ela tinha dezessete anos, e ele, vinte e quatro. Quando Sarah iniciou seu papel de esposa, deu a Jonathan liberdade para buscar os combates filosóficos, científicos e teológicos que fizeram dele o homem que nós honramos. Edwards era um homem a quem as pessoas reagiam. Era diferente, intenso. Sua força moral era uma ameaça às pessoas inclinadas ao rotineiro [..] era um pensador que mantinha ideias em sua mente, ponderando-as, separando-as, juntando-as a outras ideias e testando-as contra outras partes da verdade de Deus. Tal homem alcança o auge quando as ideias separadas juntam-se numa verdade maior. Mas, também é o tipo de homem que pode encontrar-se em covas profundas no caminho à verdade.

Não é fácil viver com um homem assim. Mas Sarah encontrou meios de construir um lar feliz para ele. Ela o assegurou de seu amor constante e criou uma atmosfera e uma rotina, nas quais ele gozava da liberdade para pensar. Ela entendia que, quando ele estava absorto em um pensamento, não queria ser interrompido para jantar. Compreendia que as sensações de alegria ou tristeza eram intensas. Edwards escreveu: “Frequentemente, tenho visões muito comoventes de minha própria pecaminosidade e perversidade, a ponto de me levar a um choro alto… que sempre me força a ficar a sós”.

A cidade conhecia um homem sereno. Sarah conhecia as tempestades que existiam dentro dele. Ela conhecia Jonathan na intimidade do lar.

Portanto, a vida no lar dos Edwards era moldada, em sua maior parte, pelo chamado de Jonathan.

~ Retirado do livro “Mulheres fiéis e seu Deus maravilhoso”, Noël Piper, ed. Fiel (adaptado).

Todavia, vós me roubais.

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“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos?” (Malaquias 3:8)

Este versículo me veio à mente enquanto lia um post da Isa Cavalcante sobre “superficialidade, virtualidade e vida cristã”, um texto certeiro falando sobre como sem perceber reduzimos nossa vida espiritual à mero conteúdo virtual, respostas de pastores, pregações, devocionais compartilhados nas redes sociais; e, com isso, deixamos de nos aprofundar, de buscar por nós mesmos o alimento e dedicar tempo útil ao nosso relacionamento com o Senhor.

O povo de Israel questionava “em que temos te roubado, oh Senhor?”, eles estavam tão cegos que não conseguiam perceber onde estavam errando. A vida espiritual deles estava um caos, mas eles não podiam ver onde haviam chegado. Foi necessário que, através do profeta Malaquias Deus os advertisse: vocês estão deixando de dedicar a mim aquilo que eu instituí: os dízimos e as ofertas. As primeiras coisas daquilo que eu mesmo tenho vos concedido. Meu é o vosso fruto.

Mas, o que esse versículo tem a ver com o texto da Isa e como ele pode ser aplicado ao nosso contexto virtual?

“Roubará o homem a Deus?”

Essa pergunta ecoou na minha mente e continua martelando como uma forte repreensão.

“Roubará o homem a Deus?”

“Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos?”

A pergunta: “Em que te roubamos?” revela como podemos nos tornar insensíveis à nossa real condição, aos nossos erros e faltas para com Deus. Eu não creio que eles ficassem ali maquinando algo como: “estou pensando seriamente em roubar a Deus”. Provavelmente, não. Era uma necessidade que surgia aqui, uma urgência ali, um desejo acolá, e aos poucos Deus ia deixando de ser prioridade.

Talvez eles pensassem algo como: “Ah, mas, nós já fazemos tantas coisas para Deus: oferecemos os nossos sacrifícios, seguimos os rituais.. se deixarmos de observar esse mandamento, uma vez ou outra, não fará diferença. Afinal, é só um dia, uma semana, um mês, um ano…” 
Foi só hoje que eu deixei de orar por que acordei olhando as notificações do celular, foi só hoje que eu não li a Bíblia para poder postar uma mensagem edificante no Facebook e interagir com alguns irmãos em Cristo, foi só hoje, foi só essa semana… Deus compreende que eu preciso responder esse áudio bem agora…

E a pergunta ecoa mais uma vez:

“Roubará o homem a Deus?”

No que temos te roubado, oh Senhor?
Não posso responder por todos, mas posso responder por mim: no tempo e na atenção.
No tempo, porque nem sempre tenho dedicado um tempo honesto de oração, meditação, leitura e estudo da Palavra. Na atenção, porque mesmo quando “dedico”, estou pensando nas mil coisas que preciso fazer, estou atenta às notificações do celular, me lembro do e-mail que preciso responder, do trabalho que preciso entregar, daquele texto que preciso ler, aquele conselho que prometi dar.
Céus!

O que está havendo comigo? Por que não consigo me concentrar? Por que não dou conta de nada?!

Ironicamente, percebo que quanto menos tempo dedico ao Senhor (orando, meditando em Sua Palavra), menos sabedoria tenho para lidar com o restante do tempo e quando me dou conta, ele se foi. Mais um dia se passou, mais coisas deixei de fazer, mais uma tarefa se acumulou.
Céus!

Roubamos a Deus, mas Ele não perde nada, nós é quem perdemos, e muito. Irônico, não?!

Por vezes, pensamos estar ganhando tempo ao deixar de dedicá-lo a Deus. Mas, no fim das contas, ao longo do dia perdemos horas preciosas com coisas tão inúteis… Na verdade, a questão não é falta de tempo para orar e sim falta de amor e devoção a Deus.

Isso é pra mim!

À medida que me deixo consumir pelo virtual, deixo de aplicar Eclesiastes 3 à minha rotina: Há um tempo para todas as coisas debaixo do céu e essas coisas precisam ser vividas no momento em que estão acontecendo. Se estou lendo é preciso que eu viva esse momento de leitura. Se estou conversando com a alguém pessoalmente (ou, até mesmo, virtualmente) é preciso que eu viva esse momento e me concentre nessa atividade. As nossas múltiplas conexões nem sempre nos permitem isso. E isso afeta até mesmo a nossa relação com Deus.

Quem nunca se pegou conversando com várias pessoas ao mesmo tempo sem dar atenção exclusiva àquele amigo do outro lado da tela? Quem nunca se pegou olhando a última notificação do Facebook enquanto conversava com alguém?
Isso é sério e preocupante. Mais ainda quando se volta para nossa relação com Deus.

Talvez aquela amiga não saiba que eu estou distraída com outras coisas enquanto falo com ela, mas Deus sabe quando minhas orações não passam de vãs repetições e meu coração e pensamentos não estão concentrados ali.

E, de quem é a culpa?
Das redes sociais? Dos grupos no whatsapp? Do Instagram? Dos trabalhos? Não, não e não. O problema não está fora e sim dentro.

Talvez eu não saiba no que tenho roubado a Deus, mas Ele sabe e Sua repreensão é para os nossos dias:

“Todavia, vós me roubais”

#Devocional: Mateus 7:1-5

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“Eu era cego e agora vejo”, essa é a conclusão de todo cristão. Enquanto mortos em nossos delitos permanecíamos cegos para a realidade de Cristo e de nós mesmos. Curados de nossa cegueira, passamos a ver a nossa miséria e essa visão nos impele a correr desesperadamente para Cristo, nosso Salvador.

Mas, agora, curados, entramos num longo processo de tratamento, pois a nossa cegueira era tão grave que ela exige luz constante sobre os nossos olhos para que não deixemos de enxergar. Cristo nos dá essa luz: a Sua Palavra. Ela é o remédio diário para os nossos olhos fragilizados pelo pecado. Ela impede que retornarmos à cegueira de outrora e, por isso, deve ser aplicada diariamente.

Quando negligenciamos esse santo remédio, gradativamente passamos a enxergar mal. Leva tempo até nos darmos conta de que a nossa visão está se tornando obscurecida novamente.

Aquelas misérias que antes enxergávamos e nos impeliam a correr para Cristo se tornam cada vez menos perceptíveis, ao passo que as misérias do outro se tornam cada vez mais visíveis.

É um fenômeno estranho. Essa deformação na córnea espiritual diminuiu a nossa visão para  perto e aumenta a nossa visão para longe. Somos capazes de enxergar o argueiro no olho de um irmão à quilômetros de distância e incapazes de ver a trave bem diante dos nossos olhos!

O pior de tudo é que essa deformação na córnea espiritual é tão sutil que pode ser facilmente confundida com SANTIDADE. Sim, é possível pensarmos que estamos nos tornando mais santos por enxergarmos cada vez menos pecados em nós e mais pecados nos outros.

Ah, mas o Médico dos médicos – o Oftalmo dos oftalmos -, aquele que dá vista aos cegos tem outro diagnóstico para essa deformação, Ele a chama de HIPOCRISIA. Sim, Ele nos ensina que um dos graves efeitos da negligência à leitura bíblica e meditação nas Escrituras é que deixamos de enxergar os nossos pecados e falhas e, em contrapartida, passamos a enxergar cada vez mais os pecados e as falhas dos​ outros​.

Ele é duro em Seu diagnóstico: “Hipócrita, tira primeiro​ a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mt 7:5)

Mas, como tirar a trave desse olho que já não consegue ver corretamente?! A solução é nos voltarmos para a lâmpada dos nossos pés, a luz do nosso caminho: a Palavra de Deus. Somente ela é capaz de trazer luz a olhos obscurecidos e fazer com que enxerguemos corretamente, a começar em nós.

Cristo nos curou de nossa cegueira, contudo, precisamos de remédio diário para nos mantermos sãos. Como o curado que deseja manter-se cada vez mais distante da doença, apliquemos a Palavra diariamente aos nossos olhos para que enxerguemos cada vez melhor.

Soli Deo Gloria.

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

Com quem você se casará é importante!

weddingcake22-a1f800a57510eebc569cb303fab56467Nesse dia tão cheio de amor como é o dia 12 de Junho, quero compartilhar com vocês esse texto precioso que muito me edifica. Não deixe que as pressões externas e internas te empurrem para um casamento mal sucedido; com quem você se casará é importante, pois o casamento impactará sua vida para sempre. Reflita, ore, seja paciente e persevere em Cristo Jesus.

Por: Rebecca VanDoodewaard

Meu marido e eu estivemos certa vez com um grupo de jovens. Três destes jovens sentaram-se em frente a nós durante uma refeição: dois rapazes e uma moça. Um dos rapazes era um “nerd” de computador, usando óculos. O outro era um estudante universitário com o cabelo um pouco mais legal, e sem óculos. A moça estava, obviamente, com este último. Enquanto o nerd de computador estava ocupado servindo a todos durante a refeição, limpando os pratos e o lixo, o estudante universitário ficou irritado com a garota por um pequeno acidente e derramou suco vermelho sobre sua jaqueta de couro e sua camisa branca. Ela escolheu o cara errado, e o suco não pareceu mudar sua opinião. Se essa relação continuar e especialmente, se levar ao casamento, significa que ela está buscando por angústia.

Todas as jovens e moças cristãs ainda solteiras por aí, ouçam: com quem vocês se casam é importante. Você pode pensar que a maneira como ele te trata não é tão ruim assim, não vai ficar melhor depois do casamento. Você pode pensar que ele vai mudar, é possível, mas a maioria não muda. Você pode pensar que será capaz de ministrar a ele e ajudá-lo, possivelmente, mas, se você não é capaz de fazer isso agora, você não será capaz depois, e estará se arriscando. Um marido deve liderar e cuidar de você, e não depender do seu conselho sobre problemas básicos de personalidade ou de comportamento.

A menos que alguém casado seja bastante franco com você, você não conseguirá entender o quanto um marido irá impactar sua vida por inteiro. Depois da salvação, não há nenhum outro evento de longo prazo que mudará tão profundamente tantas áreas de sua vida. Aqui estão apenas algumas das formas como o casamento irá impactar cada aspecto da vida.

1. Ele vai impactar você espiritualmente.

Se o rapaz não é crente, você pode parar exatamente aí. Você não tem direito algum de unir em mesmo jugo uma alma redimida com alguém não regenerado, mesmo se ele parecer aberto a mudanças. Cristo te comprou por um preço, e não é uma opção entregar este coração comprado por sangue a alguém que não conhece e ama o seu Senhor. Isto irá prejudicar o seu desenvolvimento espiritual, abrir espaço para inúmeras tentações, sufocar a sua vida de oração, fazer com que a frequência regular na igreja se torne difícil, e causar enormes conflitos familiares, se você tiver filhos.

Se o rapaz é crente, ele é firme? Ele irá te liderar em oração, leitura da Bíblia, devoções familiares e adoração pública? Ou você vai viver por conta própria? Ele fará do crescimento espiritual uma prioridade ou fará outras coisas virem em primeiro lugar? Ele irá te perguntar como vai a sua alma para que ele possa ajudá-la a crescer em santidade e amor a Cristo, ou deixará isso com seu pastor? Ele vai liderar seus filhos nisto, ou você vai ter que tomar a dianteira? Na igreja, ele vai ajudar as crianças a sentar-se adequadamente, orar, encontrar os hinos, ou você vai ser a única a apontar-lhed o que acontecerá em seguida e ajudar a família a prestar atenção? Muitas mulheres se casaram com homens imaturos espiritualmente, pensando que isto não seria um grande problema, ou que o homem mudaria, elas estavam erradas e carregam as cicatrizes.

A saúde de sua eternidade está em jogo. Pense cuidadosamente.

2. Ele vai impactar você emocionalmente.

O rapaz em quem você está pensando irá encorajar você, amá-la, ser gentil, e tentar compreendê-la, ou vai querer sair com os amigos quando você estiver tendo uma noite difícil? Ele vai te ouvir quando você estiver lutando com algo ou estará preocupado com o videogame? Ele ficará irritado quando você chora ou vai pegar lenços para enxugar as suas lágrimas e te dar um abraço? Ele vai buscar entender que você é, provavelmente, mais delicada do que ele, mais sensível aos problemas e comentários, ou ele vai, regularmente, sair pisando em seus sentimentos?

Uma mulher estava lutando para amamentar o seu bebê, acreditando ser a melhor coisa para ela, mas era muito difícil. Em vez de dar apoio e encorajamento, o marido começava a resmungar todas as vezes que via sua esposa se esforçando para amamentar.

Nós precisamos nos livrar do complexo de princesa, mas realmente temos necessidades emocionais. Qualquer rapaz que seja indiferente com respeito a seus sentimentos e autoestima é egoísta e deve ser deixado sozinho.

Tenha cuidado – um marido pode mutilar ou nutrir a sua saúde emocional.

3. Ele vai impactar você fisicamente.

O rapaz com quem você está irá te prover as necessidades básicas? Ele será capaz de te abrigar, vestir e alimentar? Em um certo momento do nosso casamento, eu fiquei preocupada que não houvesse oportunidade de emprego. Meu marido me assegurou que iria trabalhar no McDonalds, cavar valas, limpar vestígios de atropelamento das pistas – o que fosse preciso para sustentar a família, independentemente de seus dons e formação. Esse é o tipo de atitude que você deseja. Um homem que não provê para seu lar é pior que um infiel (I Tm. 5:8). Você pode ter que ajudar a aliviar a sobrecarga financeira, mas, a menos que seu marido esteja inválido ou em alguma outra circunstância incomum, você não deve ter que carregá-la sozinha.

O homem com quem você está se preocupará com seu corpo ou abusará dele? Se ele te dá pequenos tapas, chutes, etc, quando vocês estão namorando, saia dessa. É quase garantido que ele vai abusar de você depois do casamento, e as estatísticas mostram que isto é especialmente verdadeiro quando você estiver grávida. Ele vai cuidar e proteger o seu corpo ou vai feri-lo? Há mulheres em igrejas por toda a América que pensaram que não era grande coisa receber pequenos socos ou tapas (do tipo amigável) de seus namorados, mas que, posteriormente, passaram a encobrir as agressões de seus maridos.

O homem com quem você está irá cuidar de você sexualmente? Ele vai honrar o leito conjugal em fidelidade física e mental ou ele vai flertar com outras, alimentar o vício em pornografia, ou mesmo deixá-la por outra mulher? Você nem sempre pode prever estas questões, mas se as sementes ou práticas já estão presentes, cuidado. Recentemente, vi um casal recém-casado e o marido estava flertando abertamente com outra mulher. A não ser que algo drástico aconteça, aquele casamento está caminhando para o desastre.

Ele vai ser carinhoso e gentil com você na cama? Uma colega de trabalho que não é crente disse uma vez a minha irmã que, após sua primeira relação sexual, ela teve dificuldades para andar por alguns dias porque seu namorado havia sido muito rude. Em outras palavras, ele não era altruísta o suficiente para cuidar do corpo da mulher que ele disse que amava.

Cuidado. Seu corpo necessita de cuidados e proteção.

4. Ele vai impactar você mentalmente.

O homem em quem você está pensando será uma fonte de preocupação ou ele vai ajudá-la a lidar com suas preocupações? Ele vai incentivar o seu desenvolvimento intelectual, ou vai negligenciá-lo? Ele vai valorizar suas opiniões e ouvir o que você está pensando, ou vai ignorar os seus pensamentos? Ele vai te ajudar a controlar o estresse de modo que sua mente não fique tão sobrecarregada, ou vai deixar você lutar com os problemas sozinha? Ele vai cuidar de você e ser atencioso se você estiver enfrentando tensão mental, ou ele vai ignorá-la? Eu conheço uma mulher que pôde lidar com a gravidez e com o parto muito bem fisicamente, mas a depressão pós-parto exerceu um impacto enorme em sua mente. O marido ignorou isso, continuando a ter mais filhos, até que sua esposa acabou numa instituição para portadores de deficiência mental.

Você pode pensar que o lado intelectual ou mental de um casamento é de pouca importância. Ele é mais importante do que você pensa. Considere-o seriamente.

5. Ele vai impactar os seus relacionamentos.

Como é seu relacionamento com sua mãe? Seu pai? Você os ama? Seu namorado os ama? Imagine daqui a dez anos: você diz ao seu marido que sua mãe está vindo passar o fim de semana. Ele está animado? Desapontado? Zangado? Fazendo piadas maldosas com seus amigos? Claro, o marido deve vir em primeiro lugar na sua prioridade de relacionamentos, assim como vocês dois devem deixar pai e mãe e se unirem, mas os pais ainda são uma grande parte do quadro. Quaisquer que sejam os sentimentos negativos dele sobre seus pais agora, provavelmente serão ampliados após o casamento. Seu casamento irá fortalecer ou prejudicar – até mesmo destruir – a sua relação com seus pais. As pessoas que te conhecem melhor e te amam mais agora, podem ser cortadas do seu convívio por um marido que os odeia.

O mesmo acontece com irmãs e amigas. Elas serão bem-vindas, em horários razoáveis, em sua casa? O rapaz com quem você está irá encorajar seus relacionamentos saudáveis com outras mulheres, ou vai ficar com ciúmes de amizades normais e bíblicas? Ele vai ajudar você a aconselhar mulheres mais jovens e ser grato quando às mulheres mais velhas aconselharem você, ou ele vai depreciar essa prática?

Não sacrifique muitos bons relacionamentos por causa de um rapaz que não consegue valorizar as pessoas que amam você.

Como seu namorado vai agir após os votos matrimoniais? Esta é apenas uma amostra das formas que um marido pode abençoar ou amaldiçoar sua esposa. Os efeitos são de longo alcance, de longa duração, e podem ser maravilhosos ou difíceis. É verdade, não há homens perfeitos. Mas há grandes homens. E é melhor estar solteira ao longo da vida do que casar com alguém que irá tornar sua vida um fardo. A solteirice pode ser ótima. O casamento com a pessoa errada é um pesadelo.

Eu já presenciei um pastor que precisou chamar a polícia para proteger a esposa de um marido que estava, no estacionamento da igreja, tentando impedi-la de cultuar e estar com sua família. Isto é feio.

Não esteja tão desesperada para se casar a ponto de deixar que seu casamento seja uma tristeza. Se você estiver em um casamento infeliz, existem maneiras de obter ajuda. Mas se você não é casada, não se coloque nesta situação. Não se case com alguém cuja liderança você não pode seguir. Não se case com alguém que não está buscando amá-la como Cristo amou a igreja. Case-se com alguém que conhece e demonstra o Amor de Cristo.

Tradução: Arielle Pedrosa

Fonte: http://www.mulherespiedosas.com.br/com-quem-voce-se-casara/

 

#KeepCalmamanhaedia13 😀

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

 

Leia a Bíblia corretamente.

carta (1)

Quando você lê uma carta endereçada a alguém que não é você, há duas formas de lê-la: uma é ler sem conhecer a história do remetente e do destinatário; certamente isso te fará ler e entender a carta de um jeito. Mas se você souber quem é o remetente, o destinatário, quando e porquê foi escrita e o contexto, a sua leitura mudará completamente – você evitará até mesmo alguns equívocos – e seu entendimento será muito mais rico e completo.

Não é diferente com a Bíblia, para compreendermos corretamente precisamos saber quem é o autor do livro, o contexto em que foi escrito, porquê e para quem foi escrito pois, embora a Palavra de Deus seja para todo o povo de Deus em todas as épocas, ela possui um destinatário primário –  que não deve ser ignorado – , um contexto e uma razão pela qual foi escrita. Essas informações certamente enriquecerão (e muito!) a sua leitura. 😉 ❤