Por mais Teologia nas Mulheres

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Quando decidi criar o “Teologia para Mulheres” minha motivação foi contribuir para que mais mulheres tivessem acesso e interesse pela Teologia sadia e percebendo o quão fundamental o conhecimento, bem como a prática da Palavra de Deus, é fundamental em todas as áreas da vida. Tomei essa resolução, pois percebi o quanto a falta de um conhecimento sólido sobre Deus interfere na vida de muitas mulheres; tornando-as frágeis e vulneráveis a todo tipo de ensino, por vezes aparentemente cristão, mas totalmente nocivo.

A maioria dos programas voltados para as mulheres na igreja se limitam a chás e a abordagem de assuntos bons, porém que não trazem solidez espiritual, de modo que as mulheres nunca amadurecem de fato na fé e se tornam “reféns” de reuniões e aconselhamentos (nada contra essas programações, são ótimas, porém não substituem o contato com a Palavra de Deus). Assim como minha intenção não é que as mulheres se tornem dependentes desse tipo de programações, minha intenção também não é que você se torne dependente deste blog ou qualquer outro recurso, nem mesmo me tornar uma referência em respostas cristãs! E sim que busquem direção na Palavra, que estejam aptas a analisar o texto bíblico e aplicá-lo no dia a dia. Nada nem ninguém pode substituir isso. A Reforma nos deixou esse legado, temos acesso à Escritura em nossas casas, sem mediação, devemos tirar o máximo proveito disso! Há um universo todo a ser explorado, há um Deus infinito a ser conhecido em seus atributos e toda a beleza do seu ser e, definitivamente, não podemos deixar isso em segundo plano.

Estou longe de ser um exemplo, falho todos os dias, inclusive naquilo que eu mesma comunico, mas quando olho para a minha vida, percebo o quanto amadureci – enquanto cristã e enquanto mulher – no momento em que comecei a me dedicar mais em conhecer as Escrituras e hoje meu maior desejo é que muitas outras mulheres vivenciem isso também! Não é um caminho de perfeição, aliás, quanto mais conhecemos a Palavra de Deus, mais descobrimos o pior de nós, mas a graça de Deus tem sido meu alicerce para que dia após dia eu recomece e tente de novo.

Depois que me formei em Teologia, tenho definido meu foco com os seguintes dizeres: “Para que haja mais mulheres na Teologia e mais Teologia nas Mulheres”, e Essa frase se aplica em dois sentidos: primeiramente, no meu desejo de que haja mais mulheres nas turmas de Teologia; mais interesse em não somente dedicar 3 ou 4 anos numa formação profissional, mas também numa formação teológica a fim de conhecer as Escrituras, servir melhor ao Corpo de Cristo – nos mais diversos ministérios, e também em suas casas – educando os seus filhos no caminho do Senhor, na vizinhança – quem sabe iniciando grupos de estudo. Me alegraria muito em ver um bom número de mulheres ensinando Teologia à outras mulheres em suas igreja, em suas casas ou instituições. Em segundo lugar, essa frase reflete o meu anseio de ver mulheres tão mergulhadas nas Escrituras que isso se refletirá em suas atitudes, escolhas, relacionamentos, profissões, conversas. Mulheres cheias da Palavra e cheias de sabedoria. Pra isso, não é preciso passar 4 anos, ou menos, em um seminário, basta começar a usar os recursos disponíveis. Com isso, quero enfatizar tanto o conhecimento quanto a piedade que deve resultar dele; as duas coisas devem andar lado a lado.

Por que estou dizendo isso? Bem, embora o blog ainda esteja dando seus primeiros passinhos, uma das minhas preocupações é que ele não perca essa característica, esse propósito inicial, levar Teologia para mulheres, inserir cada vez mais temas e práticas que trarão crescimento àquelas que estão aqui. Por isso, tenho pensado na melhor forma de servir vocês por meio deste espaço. Gosto muito de escrever textos práticos, meditações, falar sobre vida devocional, feminilidade entre outros assuntos. Boa parte dos meus posts são resultado de momentos que estou vivendo ou alguma reflexão que tive e desejo compartilhar aqui. Isso é bom, porém acho que este ano pode ser melhor. Por isso, tenho trabalhado algumas ideias a fim de tornar o blog mais dinâmico. O propósito é que além dos textos práticos que escrevo costumeiramente aqui, eu consiga desenvolver temas bíblicos com vocês buscando simplificar ao máximo algumas abordagens para que seja interessante e instrutivo. Em suma, em 2018 quero que haja mais Teologia nas mulheres que têm acompanhado o blog, este é o meu sonho e para tanto quero pedir a colaboração de vocês para que façamos isso juntas!

Elaborei este pequeno questionário com perguntas rápidas e objetivas para ter uma noção das necessidades mais gerais de vocês que acompanham o blog e também uma noção de por onde devo começar este trabalho. Meu desejo é mudar o blog, mas organizá-lo e manter um plano mensal que inclua: texto (livre), estudo, devocional, poesia cristã <3, ocasionalmente resenhas, indicações ou textos respondendo a algumas perguntas de vocês. Portanto, esse questionário tem dois propósitos básicos, primeiro me ajudar no planejamento anual do blog e, segundo, para que eu conheça melhor o perfil de quem tem acompanhado o blog e possa adequá-lo da melhor forma possível.

São 10 questões simples, a maioria de múltipla escolha e no final sugestões são bem vindas 🙂

Obrigada!

No amor de Cristo,

Prisca Lessa

 

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O Evangelho de todas as eras.

Slide1Em nosso mundo tudo está sempre mudando. De tempos em tempos surgem novas tecnologias, novos produtos, novos estudos. Soluções que até então eram relevantes, logo se tornam obsoletas. As coisas (e até mesmo as pessoas!) estão sempre sendo superadas por outras que hoje são melhores, mas amanhã já não serão.

Enquanto fazia aquela faxina de início de ano encontrei um aparelho celular antigo, devo tê-lo usado há uns 10 anos. Não é muito tempo, mas olhando pra ele, hoje, isso parece uma eternidade! Não que ele fosse ruim, pelo contrário, era ótimo, mas foi superado por algo melhor, mais ágil, mais eficiente. Hoje aquele “lindo” celular se tornou um objeto descartável. Isso ocorre o tempo todo, não só com celulares, mas com tudo ao nosso redor, tudo está em constante mudança, tudo exceto a Palavra de Deus.

Em Romanos 1:16 o apóstolo Paulo diz: “Não me envergonho do evangelho porque ele é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (…)”. O apóstolo Paulo escreveu isso, provavelmente, entre os anos 55 e 58 d.C. Naquela época o evangelho era o poder de Deus para a salvação de seus contemporâneos e hoje, quase 2 mil anos depois (e mesmo antes disso), ele continua sendo o poder de Deus para a salvação desta geração e das próximas que virão. Como isso é possível? Se tudo está em constante mudança, e cada geração é diferente, como a Palavra de Deus pode ser a mesma para todas elas?

A ciência e conhecimento humano estão sempre se superando, mas a sabedoria de Deus não pode ser superada porque ela está acima de toda a sapiência. Ainda que tudo ao redor necessite de mudança – pois o homem precisa de mudança – a Palavra de Deus promove a mudança necessária sem que ela mesma precise mudar, pois é perfeita.

Imagine se comparássemos, por meio de padrões humanos, um convertido desta era e o primeiro de eras passadas! Encontraríamos um abismo de diferenças em várias dimensões, mas ambos foram alcançados pela MESMA mensagem. Deus não precisa de novas pesquisas para alcançar os homens – por mais relativistas, ateus, céticos, e corrompidos que possam ser. Ainda que tudo mude e surjam novas necessidades, o Livro dos livros é suficiente para responder à necessidade de todos os – os mais diferentes – homens que passarão por este mundo! Essa “velha” Verdade é na realidade tão nova, como se tivesse sido escrita hoje para cada homem que nasce no palco do mundo, é loucura para nós, limitados pelo tempo, mas não para um Deus que tem a eternidade a seu dispor.

Por isso, nosso desafio enquanto cristãos é não nos envergonharmos do Evangelho, ainda que tudo e todos mudem, esse evangelho não muda. Resistamos a tentação de adequá-lo para atender às novas gerações! Ele é suficiente, e se ele não for suficiente, estamos perdidos, pois, nada mais será!

Tentar tornar este evangelho mais relevante e atrativo é zombar da sabedoria de Deus, pois se o Senhor das eras julgou a suficiência deste Livro até que Cristo venha, seríamos nós sábios o bastante para para propor algo melhor para esta geração?! Este evangelho sempre será suficiente, portanto, deve ser pregado com determinação.

Me apego especialmente às palavras do apóstolo Paulo quando diz: “Não me envergonho”. É possível que o Evangelho cause vergonha diante do mundo em que vivemos, mas não podemos negociá-lo. Que o mundo se envergonhe e não nós. Que Cristo nos ajude a permanecer fiéis. Não tentemos reescrever a Palavra de Deus, adaptá-la aos novos ouvidos.

Você já se perguntou se esse evangelho pode alcançar aquele parente que zomba das verdades bíblicas? Aquele professor ou colega da faculdade mergulhado no ceticismo? Você já chegou a duvidar e por isso deixou de pregar? Imagine o apóstolo Paulo, antes perseguidor de Cristo, alguém ávido pelo sangue dos cristãos, esse homem deixa tudo para sofrer por Cristo, ele não mais se declara como um homem livre, antes “escravo de Jesus” (Rm 1.1). O que fez com que um ex perseguidor da igreja atravessasse mares para pregar a Cristo? Foi o poder do evangelho operando em sua vida. O poder de Deus é capaz de transformar quem quer que seja, não há montes intransponíveis. Esse mesmo evangelho que transformou Paulo, transformou a mim, a você, e transformará a todos quanto Deus chamar.

 Que alegres são! Que alegres são! 
 Essas palavras de vida! (Hino 351, Novo Cântico)

Ainda hoje Deus está chamando e reconciliando pessoas por meio de Sua Palavra, dessa mensagem antiga, mas profundamente viva e eficaz, pois, o evangelho é e sempre será o poder de Deus para a salvação de todos os homens a quem Deus chamou em todas as eras.

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16)

Que o Senhor nos conceda fé e fidelidade para pregar e permanecer fiéis à esta Verdade.

Soli Deo Gloria.

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa

Reduza as distâncias.

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Lendo o primeiro capítulo da epístola de Paulo aos romanos tenho refletido muito sobre como estamos, gradativamente, nos distanciando das relações pessoais, perdendo a necessidade, o desejo e o afeto pela companhia do outro.

É lindo ver Paulo dizendo: como desejo vê-los! Quero estar convosco a fim de repartir as bênçãos espirituais: abençoá-los e também ser abençoado por vós. Usufruir da vossa companhia. Ouvir, olhar, tocar, abraçar, sorrir e, por que não, chorar convosco. Não por cartas, mas, lado a lado. Anseio tanto por isso que esta tem sido a minha oração incessante.

Confesso que na minha perspectiva é até estranho ler isso. Mas, não deveria, esse anseio deveria ser comum entre aqueles que são alvos de um amor tão imenso quanto o amor do nosso Pai. As afeições de Paulo não são estranhas, estranho é o modo como temos trocado nossas relações pessoais e nos contentado com relacionamentos cada vez mais distantes e virtuais. Claro que a distância e a “correria” fazem com nos comuniquemos mais virtualmente do que pessoalmente. Mas, o que dizer das longas distâncias que separavam o apóstolo de seus destinatários? Nem mesmo em cadeias ele se privou da companhia dos irmãos na fé.

Quantas visitas você fez no último ano? Não por doença, nem por urgência, mas, pelo simples desejo de partilhar a companhia de um irmão na fé, de uma família a fim de edificá-los e também ser edificado. Fiz essa pergunta a mim mesma. Foram poucas as vezes em que tive, não somente disposição, mas um desejo sincero de fazer isso.

Numa era de relações digitais, sejamos pessoais. O Evangelho é pessoal, relacional e  celular (mas, não este que não largamos nem por 1 hora), pois envolve juntas e medulas, envolve relacionamentos. Não é fácil, eu bem sei. Talvez eu seja uma das pessoas que menos gosta de sair de casa, só de pensar nisso sou subitamente tomada pela procrastinação. Mas, então, olho para o apóstolo Paulo e não encontro desculpas para ser tão negligente em minhas relações. Neste último ano percebi a necessidade do contato pessoal para a boa saúde dos relacionamentos. Tecnologia nenhuma (nem mesmo chamadas de vídeo) substitui isso.

Vida cristã não tem a ver somente com lutar contra o pecado, tem a ver também com desenvolver um caráter santo; e a hospitalidade, a generosidade, a temperança, o amor ao próximo são características de santidade. Talvez o maior desafio para o ano não seja apenas lutar contra o pecado, mas exercer o dom da misericórdia, estar mais cercada de pessoas, exercitar a bondade para com o próximo, a fidelidade nos compromissos. À primeira vista, estas coisas podem parecer secundárias, mas elas se tornam primordiais à medida que meditamos mais e mais nas Escrituras, nos tornamos sensíveis às pequenas coisas que na realidade são grandes aos olhos de Deus. Nos falta afeto? Peçamos ao Senhor, Ele nenhum bem sonega aos que andam retamente (Sl 84.11)

Sejamos intencionais nesse propósito, ligue, marque um café, uma conversa, uma caminhada; separe um tempo para ouvir o outro, pra falar ao outro. A experiência tem me ensinado que o “tudo bem” do Whatsapp por vezes está muito longe da realidade, mas, tantas vezes nos contentamos com ele, quando um simples abraço, um olho no olho poderia quebrar todas essas barreiras. Precisamos ter mais tempo para as pessoas – e, a verdade é que tempo nós temos, o que nos falta é disposição.

Vença as barreiras. Pode ser uma atitude pequena, mas é uma significativa revolução cristã. Minha oração nesta manhã é que o Senhor me ajude a viver uma vida de piedade além de mim mesma. E minha resolução é que ao longo do ano eu visite algumas pessoas que há tempos não tenho visto. Assim como Paulo, vou desejar e orar por isso e que, segundo a vontade do Senhor eu possa reduzir algumas distâncias em 2018. Deixo aqui meu incentivo a você também!

Um abraço fraterno,

No Amor de Cristo

Prisca Lessa

 

CICATRIZES

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Pintura: “A incredulidade de São Tomé”, Caravaggio, 1599

Você possui alguma cicatriz?
Me faltariam dedos para contar as minhas.
Elas não foram vencidas pelo tempo,
mas me lembro de como chegaram até mim.

Toda cicatriz tem uma história a contar,
Mas, cicatrizes não revelam somente histórias,
revelam fraqueza,
revelam limitação;
nos lembram que somos feitos de carne,
carne, frágil, facilmente lesionada e marcada.
Cicatrizes nos lembram o que somos:
humanos, eis a nossa condição.

Mas, o que dizer de um Deus marcado por cicatrizes?
Ei-lo ali, curando os enfermos,
mas, veja, as mãos que curam
também carregam as cicatrizes de um carpinteiro;
os joelhos do que se dobram em agonia
também carregam as cicatrizes do menino que corria.

O Deus que cura foi ferido,
o Deus que dá vida se entregou à morte.
Que paradoxo, um Deus que possui cicatrizes,
cicatrizes que trazem cura.
Cicatrizes que contam a história

do homem de dores, transpassado
que disse a Tomé:
“coloca aqui o teu dedo e vê as minhas mãos!
Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.
Não seja incrédulo, mas crê!”

GRATIDÃO

2017 foi um ano difícil.
Foi o ano em que desliguei a TV e me recusei a deixar que as notícias me levassem a esperança.
Foi um ano de desempregos, escândalos, corrupções, crises. Foi um ano em que mais pessoas se divorciaram, mais abortos foram realizados, mais ideologias foram disseminadas. Foi o ano dos absurdos.

É, 2017 foi um ano difícil, ainda assim, dizem que GRATIDÃO foi o termo mais usado nas redes sociais. Isso não me impressiona, talvez, para a maioria, este seja só mais um termo bonito, porém vazio em seu significado.
Mas, hoje em minha oração devocional, pedi ao Senhor que me levasse a refletir sobre esse final e início de ano. Não sou superticiosa quanto a finais e inícios de ano, nem busco uma “palavra profética” pra isso, mas, não queria terminar o ano sem refletir.
Minha leitura bíblica tem sido em Romanos, hoje leria o capítulo um, a partir do verso 8. E, Deus falou comigo numa simples frase: “Primeiramente, dou graças a meu Deus”. GRATIDÃO. Nada mais. E, talvez seja irônico; logo essa palavra?! Deus tem um senso de humor impecável e eu entendi o recado.

Estava tão atarefada com minhas metas para 2018, me esquecendo do mais importante: Primeiramente, GRAÇAS a Deus. Assim termino 2017 e inicio 2018. Apesar das dificuldades do ano que termina e antes dos planos para o ano que se inicia; antes de tudo, o mais importante: GRATIDÃO, esta sim!

Independentemente do que deu certo ou errado, chegamos até aqui; e quando parecia que o mundo ia acabar, Ele nos sustentou e nos tem sustentado até aqui. E sabemos que nos sustentará no próximo ano e até que Cristo venha.
Por tudo o que Ele tem feito e por tudo o que fará, GRAÇAS!

Assim como o apóstolo Paulo, “primeiramente, dou graças a meu Deus” e a todos que estiveram perto ou longe…

OBRIGADO!

[E que essa secularização da GRATIDÃO, não nos afaste do seu real significado.]

Soli Deo Gloria.

Metas para 2018.

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Meta para 2018: estabelecer metas!

Como você está chegando a 2018?

Uma coisa é certa, sempre começamos o ano com milhares de metas e raramente terminamos com todas elas realizadas. Sempre ansiamos por mais, é normal querermos terminar o ano melhor do que iniciamos, mas, isso nem sempre é realidade. Deus nem sempre acompanha nossa lista de desejos, por vezes, Ele “esquece” de assinalar alguns itens que aguardamos ansiosamente, ou, simplesmente, os deixa pra depois. Isso faz parte da vida e faz parte do nosso processo de amadurecimento; Deus tem sua própria “lista” de prioridades e cabe a nós alinharmos nossas prioridades às dEle e não o contrário.

Algo que tenho aprendido com o passar dos anos – e me ajuda a não enfrentar GRANDES frustrações – é não estabelecer metas que “não dependem de mim”. Claro que como cristãos sabemos que, no fim das contas, nada depende diretamente de nós, podemos planejar, investir, mas, no fim, é o Senhor quem dirige os nossos passos. Então, o que quero dizer com não estabelecer metas que não dependem de mim? Vou dar um exemplo básico: casar ou conhecer aquele com quem me casarei (!). Parece legal, mas colocar isso como meta é, simplesmente, correr o risco de terminar o ano frustrada, porque isso está absolutamente fora do meu controle! Pode acontecer, mas eu não posso estabelecer isso e achar que vai se cumprir porque eu decidi! Por outro lado, eu posso posso ser realista em minhas metas:

  • Fazer Mestrado;
  • Viajar pra determinado lugar;
  • Trabalhar com algum projeto social;
  • Economizar um valor X;
  • Ler mais;
  • Comprar algo que cabe no meu orçamento.

Enfim, são coisas que dentro da minha esfera de atuação eu posso fazer acontecer – se Deus assim permitir. E ao final do ano, posso avaliar o porquê não consegui: talvez por falta de planejamento, gastos excessivos, pouco empenho… Será possível mensurar e planejar. Ainda assim, é preciso estar ciente de que criar metas não é garantia de que obteremos o consentimento de Deus, portanto, alinhemos nossas metas à vontade dEle e, se Deus quiser, faremos isto ou aquilo.

Ainda que seu ano não tenha sido dos melhores e muitos planos não tenham se cumprido, NÃO DESANIME! Não deixe de estabelecer novas metas, ou restabelecê-las, tenha esperança! Independentemente do que vai acontecer no ano que se inicia, faça metas para ele, não deixe que o ano passe ao leo. Ainda que sejam metas pequenininhas: acordar mais cedo, fazer um diário, mudar sua alimentação, começar um hobbie, ler isto ou aquilo. Faça! O sentimento de dever cumprido é sempre gratificante, não o perca de vista.

PLANEJE-SE! Parece bobeira, mas sem planejamento, desperdiçamos tempo, dinheiro, oportunidades. Faça um planejamento de curto e longo prazo para 2018, isso será muito útil e, faça um favor a sim mesma, gaste menos tempo na internet: curtindo menos, vendo menos stories; sem perceber, acabamos nos tornando meros espectadores, não temos ação, ficamos entediados e para vencer nosso tédio, passamos ainda mais tempo conectados. Isso é prejudicial, por isso, faça planos –  isso também ajudará a controlar o tempo gasto diante da tela.

Uma das minhas metas para 2018 é começar a escrever intencionalmente para uma futura publicação, tenho procrastinado essa tarefa há anos, e preciso ter disciplina este ano. Já dizia um professor: só existe um jeito de escrever, escrevendo! Então, em 2018 quero escrever mais e melhor 🙂 Compartilho isso aqui como forma de lembrete, como um compromisso comigo mesma e porque, haverá quem me cobre disso.

Dito isso, deixo aqui os meus sinceros agradecimentos por este ano de 2017 que passamos juntos! É muito gratificante ver o blog crescendo, pessoas novas surgindo por aqui e tendo acesso ao conteúdo, isso enche o meu coração de alegria! Espero fazer melhor em 2018, movimentar mais o blog, ser mais útil  e trazer mais textos e reflexões relevantes para nossa edificação. Lembrem-se de mim em suas orações, por trás dos textos há uma pecadora falha e carente da graça de Deus e sem Ele nada posso fazer. Obrigada pela companhia e pelo incentivo!

Desejo a vocês uma ótima passagem de ano e um 2018 repleto de esperança, não uma esperança humana e passageira, mas Cristo, verdadeira esperança! Parafraseando R. M. M´Cheyne: Não ponhamos o nosso coração nas flores deste mundo, pois em todas elas há um cancro. Prezemos acima de tudo a Rosa de Sarom, o Lírio dos Vales, pois Ele não muda.[1] .

Desejo a vocês um FELIZ 2018.

Cristo vos abençoe.

No Amor dEle,

Prisca Lessa.

[1] Não ponha o seu coração nas flores deste mundo, pois em todas elas há um cancro. Preze acima de tudo a Rosa de Sarom, o Lírio dos Vales, pois Ele não muda. O Tempo é Curto, Sermões de Robert Murray M´Cheyne (Editora PES).

 

O REI DOS REIS

Alguma vez você já pensou que Jesus, sendo o Rei da glória, não merecia ter nascido naquela estrebaria vil, tendo como berço uma manjedoura indigna?! Eu já, diversas vezes.
No entanto, a maior ofensa não foi o Rei dos reis ter nascido numa estrebaria suja, e sim ter nascido em um mundo sujo. Essa é a mensagem simbolizada pela estrebaria: o Messias foi enviado a um lugar imundo e indigno, um lugar que não era próprio para recebê-Lo: um lugar que não podia conter a Sua glória, indigno de sua majestade. Ainda assim, Ele veio; sendo recebido por pastores e perseguido por reis.
Mais chocante do que o Rei dos reis nascer numa estrebaria suja e imprópria, é o Rei dos reis nascer neste mundo caído. Celebramos no Natal um paradoxo: o Criador entrou no mundo das criaturas, como uma delas, na forma de um bebê!

O Rei dos Reis tendo a força de um bebê, uma estrebaria como palácio, uma manjedoura como trono e os piores dentre os homens como súditos.

É Natal. Celebremos!

Feliz Natal, meus irmãos e irmãs que acompanham o blog. Que a luz de Cristo esteja sobre vocês! ❤😊

No Amor de Cristo,

Prisca Lessa